Universidade do Porto “mostra a força que tem” no Rosa Mota

Mostra da Universidade do Porto começou esta quinta-feira e prolonga-se até Domingo.

O balão do projecto Bluecom + levará internet até ao alto mar
O balão do projecto Bluecom + levará internet até ao alto mar Adriano Miranda
Os visitantes podiam submeter-se a testes de saúde oral feitos pelos estudantes de medicina dentária
Os visitantes podiam submeter-se a testes de saúde oral feitos pelos estudantes de medicina dentária Adriano Miranda
A área da ciência é das que mais fascina os visitantes mais jovens
A área da ciência é das que mais fascina os visitantes mais jovens Adriano Miranda
A Mostra da Universidade do Porto decorre até dia 20 de Março, no Pavilhão Rosa Mota
A Mostra da Universidade do Porto decorre até dia 20 de Março, no Pavilhão Rosa Mota Adriano Miranda
A área da ciência é das que mais fascina os visitantes mais jovens
A área da ciência é das que mais fascina os visitantes mais jovens Adriano Miranda
A saúde tem também lugar na mostra da UP
A saúde tem também lugar na mostra da UP Adriano Miranda
Quem visita, pode também aprender a fazer exercícios de reanimação
Quem visita, pode também aprender a fazer exercícios de reanimação Adriano Miranda
Todas as faculdades da Universidade do Porto estão presentes na 14ª Mostra da UP
Todas as faculdades da Universidade do Porto estão presentes na 14ª Mostra da UP Adriano Miranda
Fotogaleria

Entrando no Pavilhão Rosa Mota, chama a atenção de quem por ali passa a presença de um balão de hélio que paira sobre uma bancada. Este é um dos projectos científicos de maior destaque nesta edição da Mostra da Universidade do Porto – que vai na 14ª edição, e que desde quinta-feira até Domingo vai estar presente naquele local.

 O projecto Bluecom +, fruto de investigação desenvolvida no Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), é uma grande inovação tecnológica que pretende levar a internet até ao alto mar, através do balão. Segundo explicou ao PÚBLICO Rui Campos, mentor deste projecto e investigador sénior do INESC TEC, “o propósito deste projecto é tentar levar aquilo a que nós estamos habituados a usar em terra até ao mar”.

Entrando no pavilhão, centenas de bancas espalhadas ao longo do espaço dão a conhecer todo o universo das 29 unidades de investigação e ensino da universidade. Alunos, docentes e investigadores, todos abdicam do seu tempo livre, em regime de voluntariado, para dar a conhecer aos visitantes da mostra toda a oferta que a UP tem disponível, desde a parte formativa até a apresentação de projectos desenvolvidos pelos alunos e investigadores das mais diferentes áreas.

Centenas de jovens oriundos de escolas de todo o norte e centro do país percorrem as bancas, onde são acolhidos por estudantes que lhes apresentam a oferta formativa dos cursos, esclarecem dúvidas àqueles que possivelmente serão futuros candidatos à UP e apresentam também os projectos por eles desenvolvidos.

Mas não é de palavreado que esta mostra vive. Os visitantes metem mãos à obra e alguns dão mesmo o corpo ao manifesto e podem participar em mais de uma centena de actividades interactivas. Rastreios dentários feitos pelos estudantes de medicina dentária, aulas de pintura e desenho pelos de belas artes - entre outros - tudo está ao alcance de quem visita a feira.

A maior parte dos visitantes do primeiro dia foram estudantes em final de ciclo (9º e 12º anos), que, no final do ano, terão que escolher um novo percurso académico. Andreia Sousa, professora, e os seus alunos, do 12º ano, vieram da Trofa. Ajudar a escolher o percurso a seguir é o principal objectivo da visita. Francisca Costa, de 17 anos, aluna de Ciências e Tecnologias, afirma que a exposição foi bastante acolhedora e esclarecedora.

 “São uma camada que está ávida por conhecimento. O que eu noto e que é um facto que me deixa fascinado é que os jovens ficam fascinados com tudo o que mete a ciência. Coisas que muitas vezes nem sabem que existem!”. As palavras são do professor Paulo Simeão, do departamento de Física e Astronomia da faculdade de Ciências da UP. Para este docente, este é um evento importante, pois é uma maneira de mostrar o que de melhor se faz no país. Ao PÚBLICO diz que não só os jovens, mas toda a população deve visitar a feira. "Vejam em que é que são investidos os seus impostos, que depois também revertem para a investigação e para as universidades. É importante que todos percebam que a investigação que se faz nas universidades é importante para o desenvolvimento do país”.

Os estudantes universitários dão corpo e voz às iniciativas que aqui se desenvolvem. Rafael Campos, aluno de Economia no 2º ano reconhece uma grande importância à iniciativa. “Foi graças à passagem nesta feira enquanto aluno do secundário que decidi que queria seguir economia”. Rafael e o seu colega Gonçalo Leal destacam também a quantidade de actividades que a UP disponibiliza aos seus estudantes para os estimular. Desde campeonatos desportivos até à actividade cultural, há muitas iniciativas, garantem, que fazem com que o alunos se sintam “muito satisfeitos” com a sua universidade.

O reitor da UP, Sebastião Feyo de Azevedo, mostrou-se impressionado com a mostra."Quer enquanto investigador, quer como cidadão, não consigo deixar de ficar maravilhado com aquilo que os alunos e os colegas aqui apresentam à comunidade", disse ao PÚBLICO. Para o reitor, esta feira mostra “a força da universidade”, e “ajuda as pessoas ao verem, a perceber aquilo que são capazes de fazer”.

Para a edição deste ano, a UP espera mais de 10.000 visitantes e já estão inscritas 75 escolas para participar na mostra, números que o reitor considera importantes e que demonstram o interesse da sociedade pela vida académica.

Texto editado por José António Cerejo