Voos de hora a hora entre Porto e Lisboa a partir de 27 de Março

Preços mais baixos rondam os 38 euros.

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A partir de 27 de Março, a TAP vai ligar as cidades do Porto e Lisboa de hora a hora, entre as 5h30 e as 22h25. A ponte aérea que já fora anunciada entra em vigor a 27 de Março, anunciou esta quarta-feira a companhia em comunicado — no mesmo dia em que o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, voltou a criticar duramente esta opção.

De acordo com o comunicado da TAP, o primeiro voo a deixar o Porto em direcção a Lisboa sai do Aeroporto Francisco Sá Carneiro às 5h30, repetindo-se, sempre às meias horas, até às 21h30. Há ainda alguns reforços previstos, às 12h50 (às quintas-feiras e domingos), às 14h50 (às segundas-feiras, terças-feiras e quartas-feiras) e às 20h15 (todos os dias, com excepção das quintas-feiras e domingos).

No sentido contrário, os aviões da TAP Express vão deixar o aeroporto de Lisboa à hora certa, todas as horas, entre as 6h e as 21h, havendo ainda mais dois voos em direcção ao Porto — o das 17h45 e o das 22h25.

Os voos serão realizados por uma frota de aviões ATR72, da TAP Express, bem como Embraer 190 e Airbus da TAP da família A320 “sempre que a procura o justificar”, esclarece o comunicado, certificando que a frota ATR “será composta por aviões novos ou, no máximo, com cerca de um ano de antiguidade”.

Segundo a página de reservas da TAP, no primeiro dia da operação há voos a sair do Porto para Lisboa pelo preço de 38,35 euros, enquanto o valor mais baixo no sentido oposto, no mesmo dia, é de 38,64.

A maior parte dos voos desta ponte aérea tem a indicação de que são operados pela White Airways, uma antiga companhia de charters da TAP que foi vendida em 2006. Na reunião do executivo desta quarta-feira, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, disse que não se conformava com esta ponte aérea, garantindo que ela não servia sequer os interesses da TAP: “Quem está a ser privilegiada é a White”.

Os aviões da White Airways são alugados à Azul Linhas Aéreas Brasileiras, a empresa de David Neeleman, que é um dos novos donos da TAP. Rui Moreira questionou se a companhia portuguesa iria agora funcionar em regime de outsourcing e argumentou que a ponte aérea “é muito interessante para um accionista que tem aviões parados no Brasil e não sabe o que lhes há-de fazer”, numa referência a David Neeleman.