Solução para aeroporto de Lisboa em 2016

Governo quer definir ainda este ano uma resposta ao futuro esgotamento da Portela. Estudos sobre adaptação do Montijo vão ser aprofundados.

Discussão em redor do aeroporto da Portela já duram há quatro décadas
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Discussão em redor do aeroporto da Portela já duram há quatro décadas Pedro Nunes

No relatório que acompanha o Orçamento do Estado (OE) para 2016, o Governo assume o “compromisso de decidir, em 2016, a solução futura para o desenvolvimento da capacidade aeroportuária na área metropolitana de Lisboa”. No documento, o executivo frisa que analisará “de modo prioritário a opção integrada entre o aeroporto da Portela e outro aeroporto complementar”.

Este caminho é defendido, no documento, por assegurar “uma gestão eficiente e sustentada em termos operacionais e económicos do crescimento estimado do tráfego para a procura aeroportuária de Lisboa”.

O debate em redor da ampliação da capacidade aeroportuária na capital já dura há mais de quatro décadas. O anterior Governo PSD/CDS afastou a hipótese de construção, no curto prazo, de um novo aeroporto em Alcochete, mas também nunca chegou a tomar uma decisão sobre a adaptação de uma infra-estrutura já existente para servir de complemento à Portela.

Pelo caminho, deu-se a privatização da gestora aeroportuária ANA, o que fez com que um novo interlocutor entrasse nesta discussão: o grupo francês Vinci, que adquiriu a empresa pública.

No final de Janeiro, o Governo admitiu que iria aprofundar os estudos sobre a solução que parece ser mais consensual: a adaptação da base aérea do Montijo para que absorva parte do tráfego que hoje é movimentado no aeroporto de Lisboa.

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