Morreu Scott Weiland, antigo vocalista dos Stone Temple Pilots

Músico de 48 anos, uma das estrelas do grunge nos anos 1990, foi encontrado morto no autocarro da digressão da sua nova banda.

Foram vários os sucessos dos Stone Temple Pilots na década de 1990
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Foram vários os sucessos dos Stone Temple Pilots na década de 1990 REUTERS/Kevork Djansezian (arquivo)

Scott Weiland, antigo vocalista dos Stone Temple Pilots e dos Velvet Revolver, morreu nesta quinta-feira, no Minnesota, enquanto dormia. O músico de 48 anos estava em digressão com a sua nova banda The Wildabouts. Não foram avançadas as razões da morte.

A notícia foi confirmada pela sua mulher, a fotógrafa Jamie Weiland, ao jornal norte-americano Los Angeles Times. O seu manager, Tom Vitorino, escreveu no Facebook que Weiland “morreu enquanto dormia, num local da digressão, em Bloomington, Minnesota, com a sua banda The Wildabouts”. A banda ia dar um concerto nessa noite.

O músico nasceu em Santa Cruz, Califórnia, em 1967. Fundou os Stone Temple Pilots em 1989. A banda destacou-se na década de 1990 e ganhou um Grammy pela canção Plush, em 1994. Com a explosão do grunge no início da década de 1990, através dos Nirvana e dos Pearl Jam, e a consequente ascensão do rock mais agressivo ao centro do panorama musical, os Stone Temple Pilots ganhariam lugar de destaque com a edição de Core, o álbum de estreia, em 1992. Dois anos depois, Purple cimentaria essa posição.

Porém, ao contrário dos sombrios Alice In Chains, dos imprescindíveis Nirvana ou dos catárticos Pearl Jam, os Stone Temple Pilots olhavam com devoção, e demonstravam-no, para o rock clássico da década de 1970. Num momento em que a sombra negra dos Black Sabbath ressurgia, adaptada por uma nova geração, os Stone Temple Pilots pareciam preferir a luz faiscante que irradiava ainda do glam rock e dos Led Zeppelin. Tinham em Scott Weiland um vocalista versátil, de uma excentricidade em palco também ela absorvida da trindade "sex, drugs & rock'n'roll" da década de 1970, que lhes garantiu lugar na memória da geração que viveu os anos do grunge e que deu a canções como Plush, Vasoline ou Interstate love song o estatuto de clássicos do seu tempo.

Scott Weiland esteve à frente da banda até 2002 e nesse ano formou o supergrupo de hard rock Velvet Revolver com antigos membros dos Guns N’Roses. Em 2008, deixou a banda e voltou para os Stone Temple Pilots, que regressaram ao activo nesse mesmo ano. Weiland viria a abandonar de vez a banda em 2013, substituído então por Chester Bannington, dos Linkin Park, que entretanto voltou a concentrar naqueles todas as atenções. O músico trabalhou também a solo, tendo editado 12 Bar Blues (1998), "Happy" in Galoshes (2008) e The Most Wonderful Time of The Year (2011).

Scott Weiland lutou contra o vício do álcool e das drogas e esteve em reabilitação diversas vezes. Dos vários casamentos nasceram dois filhos, da união com a ex-mulher Mary Forsberg.