Grupo Deutsche Bank compra três centros comerciais Dolce Vita em Portugal

Americanos do Lone Star Funds mantiveram apenas o Dolce Vita Monumental, em Lisboa.

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Fundo imobiliário do Deutsche Bank reforça aposta em Portugal. PÚBLICO/ARQUIVO

Poucos meses depois da aquisição de quatro centros comerciais Dolce Vita, o grupo norte-americano Lone Star Funds vendeu três deles ao Deutsche Asset & Wealth Management, do grupo Deutsche Bank. O negócio, em que interveio a CBRE, de acordo com um comunicado divulgado esta terça-feira pela consultora imobiliária, envolve o Dolce Vita Porto, junto ao Estádio do Dragão, o Dolce Vita Douro, em Vila Real, e o Dolce Vita Coimbra.

O valor da transacção dos três centros comerciais não foi revelado pela CBRE, que refere, no entanto, que se tratou de “uma das maiores transacções de centros comerciais dos últimos dez anos em Portugal”. De acordo com o Expresso, a transacção terá ascendido a 200 milhões de euros.

Com esta aquisição, o Deutsche Asset & Wealth Management reforça a sua posição no mercado ibérico, refere o comunicado, que adianta que a área adquirida ascende a 100.000 metros quadrados.

O fundo Lone Star Funds concluiu em Agosto último a aquisição de quatro centros comerciais Dolce Vita, que o grupo espanhol Chamartín Imobiliária tinha colocado à venda, na sequência de processos de insolvência por acumulação de dívidas. Dos quatro empreendimentos, o grupo Lone Star, que já tinha comprado o empreendimento Vilamoura por 200 milhões de euros em Abril, manteve apenas o Dolce Vita Monumental, em Lisboa. O fundo de investimento privado norte-americano era o maior credor das empresas insolventes, o que pode ter justificado a sua aquisição para posterior venda.

Os Dolce Vita foram colocados à venda com valores pouco acima de 40 milhões de euros, muito abaixo dos créditos reclamados, que só no do Porto superavam os 111 milhões de euros.

A Chamartin já tinha vendido o Dolce Vita Tejo ao espanhol Eurofund e perdeu para a Caixa Geral de Depósitos o Dolce Vita Braga, que não chegou a ser inaugurado e que vai abrir no primeiro trimestre de 2016, rebaptizado com o nome de Nova Arcada, e gerido pela Sonae Sierra. Do grupo espanhol restam apenas edifícios de escritórios em Lisboa e em Sintra, que também se encontram à venda pelo administrador de insolvência responsável pelos outros processos.

O investimento no mercado imobiliário tem registado forte dinamismo, podendo superar os valores de 2014, em que terá totalizado os 715 milhões de euros.

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