Lucro da NOS caiu 8% para 23,2 milhões no primeiro trimestre

Custos com a fusão Optimus/Zon voltaram a pesar nos resultados da empresa de telecomunicações, mas as receitas subiram.

Miguel Almeida, presidente executivo da NOS, a antiga Zon Optimus
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A Nos é controlada pela ZOPT, sociedade partilhada pela Sonae e pela empresária angolana José Maria Ferreira/Arquivo

O resultado líquido da NOS no primeiro trimestre fixou-se em 23,2 milhões de euros, menos dois milhões do que no período homólogo do ano passado, uma evolução que a empresa explica com custos não recorrentes relacionados com a fusão entre a Optimus e a Zon, concretizada no final de 2013.

De um total de custos não recorrentes de 6,1 milhões de euros registados no início do ano, 2,6 milhões de euros “reflectem totalmente o pagamento a todos os colaboradores da NOS (com excepção dos Membros da Comissão Executiva), de um bónus extraordinário, não recorrente, em reconhecimento do excepcional desempenho de todos no sentido de tornar a fusão um êxito”, explicou a NOS no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Ainda assim, os resultados ficaram acima da média das estimativas de vários analistas contactados pela Reuters. O consenso apontava para uma descida de 26% dos resultados líquidos, para 18,8 milhões de euros, a reflectir os “custos de integração das estruturas da Zon e Optimus, mas com boas perspectivas operacionais para continuar a ganhar quota aos rivais”.

De acordo com os dados divulgados pela empresa liderada por Miguel Almeida, as receitas de exploração da NOS regressaram ao crescimento nos três primeiros meses do ano, subindo 2%, para 344,1 milhões de euros. O resultado consolidado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) caiu 1,5% para 127,9 milhões de euros, com a margem de EBITDA a diminuir 1,3 pontos, para 37,2%.

O plano de expansão da rede e a intensificação do investimento comercial elevaram o investimento total no trimestre para 94,3 milhões de euros. Até ao final de Março, a NOS aumentou em 67,3 mil o número de casas com acesso à sua rede de nova geração, para um total de 3,393 milhões de lares com cobertura.

No primeiro trimestre a empresa conseguiu vender 151,3 mil novos serviços, para um total de 7,76 milhões. A NOS salienta que as ofertas convergentes continuam a impulsionar este crescimento. No primeiro trimestre verificou-se uma adição líquida de 72,2 mil novos clientes com mais de um serviço, para um total de 456,8 mil clientes com ofertas convergentes.

O número de serviços convergentes subiu para 2,2 milhões, e já representam 32,2% da base de clientes fixos. Esta percentagem compara com os 9,7% registados no período homólogo.

A receita média mensal por cada cliente no acesso fixo residencial subiu 12% para 41,5 euros (37,1 euros no início de 2014), “reflectindo a crescente proporção de pacotes convergentes e de maior valor no mix de clientes”, refere a NOS.

No segmento empresarial, que a NOS diz ter sido marcado “pela continuação de grande dinamismo nas diferentes áreas de negócio”, o número de serviços aumentou 8,1% para um total de 92,6 mil na televisão, 113,9 mil na banda larga fixa e 203,1 mil na voz fixa. No móvel, o total de serviços atingiu 680,4 mil.