Greve na CP reduz a 25% comboios urbanos de Lisboa e Porto

Sindicato garante que mais de 90 bilheteiras estão encerradas. Revisores asseguram apenas os serviços mínimos.

O transporte de bicicletas só é permitido nos comboios regionais e desde que o revisor entenda que há espaço suficiente
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Serviços Urbanos s~~ao os mais afectados com a greve dos trabalhadores da billheteiras e revisores. Paulo Ricca (arquivo)

A greve dos revisores de bilheteiras da CP já causou a supressão de 57% dos comboios, segundo números da CP, e os serviços Urbanos e Regionais são os mais afectados, adianta o Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI).

Em declarações ao PÚBLICO, o dirigente sindical Luís Bravo referiu que mais de 90% das bilheteiras estão encerradas a nível nacional” e que a adesão à greve do pessoal de revisão é praticamente total, garantindo-se apenas os serviços mínimos.

Segundo o sindicato, nos comboios Urbanos e Regionais particamente só estão a ser assegurados os serviços mínimos, na percentagem de 25% decretados pelo tribunal, mas nas ligações em Alfa e Intercidades praticamente não há supressões. Esta situação explica-se, segundo denuncia o dirigente sindical, à afectação de outros recursos humanos da empresa para o serviço de revisão nesses comboios.

Sobre a afectação de recursos a outro serviço, fonte oficial garante que "a CP cumpre todas as regras em vigor". E nos serviços Alfa confirma a supressão de um em três previstos e no Intercidades de três em seis previstos.

No total, até às 8 horas, estavam previstas 262 ligações e foram realizadas 112, o que representa a supressão de 57% do total.

Na zona de Lisboa, e segundo Luís Bravo, às primeiras horas da manhã apenas se verificou uma ligação Cascais-Lisboa em cada cinco previstas, e entre Sintra e Lisboa verificaram-se apenas duas viagens. No Porto, o comboio Alfa com destino a Faro e a ligação internacional a Vigo não se realizaram.

António Lemos, do SFRCI, também referiu ao PÚBLICO que as ligações a Lisboa em Alfa e Intercidades estão a ser asseguradas “por pessoal não afecto ao serviço de revisão”.

Os serviços mínimos, fixados em tribunal a 25%, permitem assegurar entre 30 a 40 comboios Urbanos ao longo do dia, minimizando o impacto da greve nas horas de ponta, como foi o caso da manhã desta segunda-feira. No total deveriam ser assegurados cerca de 200 comboios nestas linhas.

Ainda a Norte, nas ligações inter-regionais também estão a circular apenas os serviços mínimos.

A greve começou às zero horas e prolonga-se até as 24 horas desta segunda-feira, o que deverá gerar perturbações na circulação também na manhã de terça-feira. A greve foi marcada para demonstrar “o descontentamento face à decisão do Governo em manter as medidas de austeridade”.

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