Inquérito internacional indica que educação é a prioridade para os jovens

Resultados serão tidos em conta na definição da próxima agenda de desenvolvimento global pós-2015.

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Manifestação de estudantes universitários em Itália ALBERTO PIZZOLI/AFP

Educação de qualidade, melhores cuidados de saúde, governo honesto e activo. Essas deverão ser as principais prioridades de uma agenda de desenvolvimento sustentável, no entender dos jovens com idades entre os 16 e os 30 anos, segundo uma pesquisa internacional em curso desde Janeiro de 2013, promovida pelas Nações Unidas e por organizações parceiras.

Até agora, 3,2 milhões dos quase 5,2 milhões de pessoas de todas as idades que responderam fazem parte daquele grupo etário. Convidados a escolher seis opções entre 16 sugeridas os jovens manifestam uma clara preferência por uma educação de qualidade, independentemente das regiões em que vivem – essa opção foi escolhida por 2,1 milhões.

Os cuidados de saúde foram indicados como prioridade por mais de 1,7 milhões e a necessidade de governos honestos e actuantes por mais de 1,6 milhões. O conjunto de seis prioridades mais mencionadas inclui a criação de mais oportunidades de trabalho – seleccionada por mais de 1,5 milhões –, a protecção contra o crime e violência e o acesso a alimentos de qualidade – com valores muito aproximados, ambas acima de 1,3 milhões.

A liberdade política está num dos últimos lugares entre as 16 opções. É mencionada por mais de 845 mil inquiridos. Atrás dela só o combate às alterações climáticas, considerado prioridade por mais de 700 mil dos inquiridos que têm entre 16 e 30 anos.

As outras opções propostas pelo estudo são: igualdade entre homens e mulheres; acesso a água potável e saneamento; apoio a quem não pode trabalhar; acesso a energia em casa; eliminação da discriminação e do preconceito; melhoria nos transportes e estradas; protecção das florestas, rios e oceanos; e acesso a telefone e à Internet.

Os resultados do inquérito, que decorre online, em http://vote.myworld2015.org/  - mas que também decorre offline, serão partilhados com líderes mundiais e tidos em conta na definição da próxima agenda de desenvolvimento global pós-2015.