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Pedro Peixoto, o chef figueirense que criou a marca Bem Boas

A experiência cultural do Fusing também passa pela cozinha. Pedro Peixoto é o chef figueirense que vai estar presente no festival para partilhar as suas receitas com o público.

Pedro Peixoto tem 28 anos, é natural da Figueira da Foz e chef de cozinha por paixão. Vai estar presente no festival da sua cidade natal — o Fusing Culture Experience —, onde pretende mostrar os seus dotes culinários, testar receitas e até mesmo convidar os mais curiosos a “meter a mão na massa”. “Gosto de chamar quem está à minha volta para se envolver nos meus pratos” revelou o chef ao P3.

Pelas 17h30 do dia 15 de Agosto a casa da Gastronomia do Fusing recebe uma “competição saudável” entre o chef Pedro e Justa Nobre. O objectivo de Pedro é passar algum do seu “pouco conhecimento” e expôr a marca Bem Boas — Gourmet de Comer À Mão, da sua autoria.

“A marca Bem Boas arrancou de uma brincadeira com umas empadas de galinha que comecei a fazer, uma vez por mês, aqui na Figueira, e que dei por mim a fazê-las dia sim, dia não”, contou Pedro. O chef explicou que depois da sua actividade na televisão as empadas tomaram uma posição na cidade fazendo com que aumentasse a procura e fossem criados outros produtos. “Agora há, por exemplo, hambúrgueres de bacalhau e waffles de bacon”. A produção da marca está inteiramente ao seu encargo, ainda que conte com a ajuda da família, da namorada e dos amigos.

Pedro explicou que a actividade em que vai participar no Fusing é aberta a todo o público, “dos 8 aos 80”. “Vou ensinar receitas tradicionais, reformuladas por mim”, contou o figueirense. Quer conquistar os mais velhos e conservadores e, ao mesmo tempo, os mais jovens e inovadores que procuram um sabor novo nos habituais pratos portugueses. Do cartaz do festival, Pedro não quer perder Dead ComboCapicua e Capitão Fausto, bem como os Miura. “São um produto de alta qualidade da minha cidade, mas o cartaz no geral só tem nomes que me agradam.” Na área da gastronomia não quer deixar escapar a oportunidade de assistir ao “Sushi e Gin Experience”.

Formado em Design de Comunicação deixou-se levar para o mundo da culinária devido à sua aversão por a lavar a loiça. “O meu percurso pela cozinha começou porque eu não gostava de lavar a loiça e então nos jantares de amigos preferia cozinhar. Na faculdade fui apurando este “não querer lavar a loiça” e comecei a cozinhar mais a sério”, contou.

Actualmente a cozinha é a sua profissão — é chef no Sweet Hotels. Ainda assim, dá um toque de design aos seus cozinhados. “Os meus pratos têm influência artística. Quando ainda não tinha formação na área da cozinha olhava para o tacho e achava que faltava cor. Também sempre tive e tenho muito cuidado nos empratamentos” revela.

Tenho muito cuidado com “a imagem dos meus cozinhados, quando as pessoas tiram fotos ao que estão a comer eu gosto muito. E isso acontece”, acrescenta.