Beyoncé, a mais influente do mundo para a revista Time

Cantora norte-americana é a personalidade mais infuente à frente de grandes líderes mundiais. Na lista surge apenas um português: Cristiano Ronaldo.

Beyoncé "é a chefe", escreve a revista
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Beyoncé "é a chefe", escreve a revista DR

A cantora mais celebrada da actualidade foi considerada pela revista Time como a personalidade mais influente do mundo, à frente de nomes como Barack Obama, Edward Snowden, Pharell Williams, Vladimir Putin e até o Papa Francisco, que foi eleito no ano passado pela mesma revista como a personalidade de 2013. O jogador de futebol Cristiano Ronaldo é o único português na lista.

Como já vem sendo hábito, a norte-americana Time voltou a fazer o exercício de nomear as personalidades mais influentes do mundo e chegou a uma lista que se divide entre titãs, pioneiros, artistas, líderes e ícones. Beyoncé, que surge na capa da revista, é tudo isto, ou como escreve Sheryl Sandberg, a número dois de Mark Zuckerberg no Facebook que foi convidada pela revista para lhe traçar o perfil, “she’s the boss” (ela é a chefe). “Beyoncé não se senta simplesmente à mesa. Ela constrói uma muito melhor”, acrescenta Sandberg no perfil que fez da cantora, que passou por Portugal no final de Março para dois concertos no Meo Arena, em Lisboa.

Além do sucesso musical, do qual se destaca a forma como Beyoncé surpreendeu o mundo em Dezembro ao lançar um novo álbum, com vídeos incluídos, sem qualquer aviso prévio, Sandberg escreve ainda que a cantora é uma das grandes impulsionadoras  da campanha a favor da liderança feminina, além de ter uma grande capacidade para conciliar tudo isto com a maternidade. Beyoncé é casada com o rapper Jay-Z, de quem tem uma filha de dois anos.

“O seu segredo: trabalho duro, honestidade e autenticidade”, concluiu Sandberg, que em 2012 foi também considerada uma das mulheres mais poderosas. Nesta lista da Time, Beyoncé é seguida de Pony Ma Huateng, o empresário chinês fundador do gigante online Tencent, e Janet Yellen, presidente da Reserva Federal norte-americana.

Na lista das 100 personalidades mais influentes bateu-se este ano um recorde de nomes femininos: há 41 mulheres escolhidas pela Time. Beyoncé é talvez a cara mais conhecida mas a lista inclui mulheres políticas como Hillary Clinton ou Angela Merkel, desportistas, cujo destaque vai para a golfista sul coreana Lydia Ko que tem apenas 17 anos, e activistas como a jovem paquistanesa Malala Yousafzai.

A controversa Miley Cyrus também faz parte da lista com um perfil escrito pela sua madrinha, a cantora Dolly Parton. “Se eu não soubesse o quão inteligente e talentosa é a Miley, poderia preocupar-me com ela. Mas eu vi-a crescer. Por isso não estou. Ela sabe o que está a fazer”, começa por escrever Parton, explicando que se a jovem cantora não rompesse com a personagem que deu vida na Disney durante tantos anos, a Hanna Montana, as pessoas nunca abandonariam essa imagem. “Ela sentiu que tinha de fazer alguma coisa completamente drástica. E fê-lo”, continua a cantora norte-americana, elogiando o álbum de Cyrus.

Cristiano Ronaldo é o que mais reacções provoca nas redes sociais

No masculino, destaque para Cristiano Ronaldo, o único português a integrar a lista. Além disso, dos 100 nomes esta quinta-feira anunciados, é o jogador português que mais reacção está a provocar nas redes sociais. Beyoncé lidera a lista da Time mas nas redes sociais fica atrás de Cristiano Ronaldo, “o vencedor de Portugal”, como lhe chama Pelé no perfil que assina na revista.

A antiga glória brasileira escreve que Cristiano Ronaldo “é sem surpresa” o melhor jogador de futebol do mundo. “O Cristiano nunca deixa de dar o seu melhor pela equipa nacional. Faz-me lembrar o meu falecido amigo e lenda do futebol Eusébio”, escreve Pelé, desejando um dia ter jogado com o português. “Gostaria de o encorajar a manter o trabalho duro e a continuar a alimentar a paixão pelo desporto entre os jovens de hoje”, continua o jogador brasileiro, ao mesmo tempo que deseja boa sorte a Cristiano Ronaldo para o mundial do Brasil. “Mas se Portugal for à final contra o Brasil, peço desculpa, Cristiano, mas quero que o Brasil vença”, termina Pelé.

O jogador português surge na categoria de ícones, que é encabeçada por Robert Redford, “o padrinho do cinema indie”, como o intitula a revista. O fundador do maior festival de cinema independente, o Sundance, está à frente do Papa Francisco, cujo perfil é escrito pelo presidente norte-americano Barack Obama, que considera Sua Santidade “um líder moral em actos e palavras”.

“É raro o líder que nos faz querer ser uma pessoa melhor. O Papa Francisco é esse tipo de líder”, começa por escrever Obama, que destaca a preocupação do Papa pelos mais desfavorecidos, os mais pobres e os mais marginalizados da sociedade. Para o presidente dos Estados Unidos, todos devíamos seguir “o humilde exemplo” do Papa.

A lista completa pode ser consultada aqui.