Actividade económica com crescimento de 0,4% em Outubro

Indicador do consumo privado continua em terreno negativo.

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O ritmo de contracção do consumo privado abrandou, segundo o indicador do Banco de Portugal Adriano Miranda

Depois de quedas menos pronunciadas nos últimos meses, o indicador de actividade económica do Banco de Portugal apresentou em Outubro um crescimento de 0,4%, a primeira variação positiva em dois anos e meio. A tendência ascendente deste indicador, divulgado nesta sexta pelo banco central, é acompanhada por uma contracção menor no consumo privado.

A última vez que o indicador coincidente para a evolução homóloga da actividade esteve em alta foi em Fevereiro de 2011, antes de estagnar em Março, para depois iniciar no mês seguinte um longo período em terreno negativo, durante 30 meses consecutivos.

A contracção mais forte do indicador aconteceu entre Dezembro e Março do ano passado (-3,7%), começando a partir daí a recuperar. Nos dados que divulgou anteriormente, o Banco de Portugal apontara já para um crescimento do indicador em Setembro, mas reviu agora esse valor, estimando uma queda de 0,1%.

Quanto ao consumo privado, o indicador do banco central revela uma contracção de 0,3%, menos intensa do que no mês anterior (de 0,9%). A queda deste indicador tem vindo a abrandar, numa trajectória idêntica ao movimento seguido pelo indicador de actividade económica. As maiores quedas aconteceram também nos primeiros meses do ano passado, registando-se a partir daí descidas menores de mês para mês.

Com a crise económica, o aumento do desemprego e a queda do rendimento disponível, a descida do consumo privado foi, no ano passado, superior ao declínio do rendimento disponível, fazendo com que a taxa de poupança aumentasse para níveis históricos.

Nos dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), ainda relativos a Setembro, o indicador de actividade económica acelerou, ficando pelo segundo mês consecutivo em terreno positivo, com um crescimento marginal na indústria, na hotelaria e com descidas menos intensas nos serviços, construção e obras públicas.

Nas estimativas do INE, o consumo privado e o investimento estão também em terreno negativo, mas com uma tendência de melhoria, ao registarem-se descidas menos acentuadas em Setembro.