Marques Guedes espera "que Irlanda seja um bom exemplo para Portugal"

O ministro dos Assuntos Parlamentares afirmou nesta quinta-feira que ainda faltam sete meses e meio para o país discutir o pós-troika.

Luís Marques Guedes anunciou ontem que "a figura a usar para as rescisões será a portaria"
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“A economia ressente-se de uma situação tão grave”, afirmou o ministro Marques Guedes DANIEL ROCHA

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes, disse nesta quinta-feira que espera "que a Irlanda seja um bom exemplo", pelo facto de aquele país ter anunciado que vai prescindir de um programa cautelar. No entanto, o governante assumiu que a decisão irlandesa deixa Portugal "sem referências".

Na conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros, Marques Guedes considerou que falar, neste momento, de programas cautelares é "falar em abstracto de uma coisa que nem sequer existe". O governante assinalou que Portugal está "a sete meses e meio de terminar o programa de ajustamento", enquanto a Irlanda "está a um mês", tendo decidido agora que não necessitará deste mecanismo.

"Ainda que tenhamos ficado sem referência, congratulamos a Irlanda por acabar o programa sem medidas adicionais", afirmou o ministro, fazendo uma analogia entre o programa cautelar e a saúde. "O resgate corresponde a um doente cujo tratamento não resultou, enquanto que num pacto cautelar o tratamento resultou, o doente tem alta hospitalar, mas continua a ser acompanhado por um médico", explicou.

Também Paulo Portas aproveitou para "felicitar a Irlanda pelo facto de estar a aproximar-se do final do programa de assistência", reiterando que "não existem negociações" sobre este tema em Portugal. "No momento certo falaremos", rematou.
 

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