BE duvida que terceiro orçamento de Passos Coelho seja diferente dos anteriores

João Semedo
Foto
João Semedo Daniel Rocha

O Bloco de Esquerda (BE) reconheceu nesta segunda-feira que deverá votar contra o Orçamento do Estado (OE) para 2014, prevendo que o terceiro orçamento do Governo de direita liderado por Pedro Passos Coelho siga a mesma linha dos anteriores.

"Não nos parece que o terceiro OE de Pedro Passos Coelho vá ser diferente dos anteriores: vai ser mais austeridade, mais cortes, mais recessão, mais desemprego, mais dívida, mais desequilíbrio das contas públicas. Por tudo isso, provavelmente o BE, perante um orçamento desses, votará contra", disse o coordenador do BE, João Semedo.

O bloquista falava aos jornalistas na reitoria da Cidade Universitária, em Lisboa, no final de um encontro com António Cruz Serra, reitor da nova Universidade de Lisboa, e antigo reitor da Universidade Técnica de Lisboa.

João Semedo antecipa também que a divulgação plena do OE trará "mais argumentos" ao BE para sustentar o provável voto contra.

"Quando conhecermos o OE, iremos confirmar aquilo que presumimos que vamos fazer na votação: votar contra", declarou.
Já nesta segunda-feira o porta-voz do PSD apelou ao PS para que espere pelo "texto concreto" do OE para 2014 para definir o seu sentido de voto, depois de acusar os socialistas de irresponsabilidade e eleitoralismo.

Em conferência de imprensa, na sede nacional dos sociais-democratas, em Lisboa, Marco António Costa, afirmou que o PSD "não pode deixar de lamentar a atitude do líder da oposição ao ameaçar o país com o voto contra um orçamento que ainda nem sequer conhece" e deixou "um apelo a que, em sede parlamentar, e depois de conhecido o texto concreto do OE, o PS possa definir a sua posição".

O PSD reagiu desta forma a declarações do secretário-geral do PS, António José Seguro, feitas numa entrevista publicada na edição de domingo do Diário de Notícias.

Nessa entrevista, questionado se o PS vai votar contra o Orçamento do Estado para 2014, António José Seguro respondeu: "Mas há algum indício de que assim não seja? Eu não conheço a proposta do Orçamento do Estado, mas, naturalmente, os portugueses estarão, com certeza, à espera daquilo que será o nosso voto, porque a política do Governo vai manter-se."