Moção de confiança do Governo é para “abrir novo ciclo de coesão e crescimento”

Texto é entregue esta quinta-feira à tarde no Parlamento para ser discutido e votado na terça-feira. Governo já conta com voto contra do PS.

Foto

A moção de confiança que o Governo entrega esta quinta-feira à tarde no Parlamento pretende servir como marco de um novo ciclo governativo “virado para o emprego e para o crescimento económico” e como um “compromisso largo com a estabilidade governativa e a coesão”.

A descrição dos dois objectivos fundamentais foi feita esta quinta-feira ao início da tarde pelo ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares no final da reunião do Conselho de Ministros, onde o texto foi aprovado. Luís Marques Guedes recusou entrar em pormenores sobre o texto da moção de confiança porque este só será entregue na Assembleia da República esta tarde.

Com esta moção de confiança, o Executivo de Pedro Passos Coelho pretende reafirmar “a abertura de um novo ciclo na segunda parte da legislatura” em que a “concentração da política do Governo estará muito mais virada para o emprego e para o crescimento económico”, descreveu Luís Marques Guedes. A que se soma um “compromisso largo com a estabilidade governativa e com a coesão necessária, com abertura manifesta ao diálogo quer com os partidos políticos quer com os parceiros sociais”, acrescentou o ministro.

Esse compromisso de que Marques Guedes fala destina-se até a um horizonte lato: “Numa primeira fase para a conclusão do programa de assistência e numa segunda fase para a continuação da exigência e do rigor que permitam um crescimento sustentado nos próximos anos.”

Questionado sobre qual a expectativa em relação ao sentido de voto do PS, depois de o principal partido da oposição se ter sentado durante uma semana para negociar um “compromisso de salvação nacional”, o ministro da Presidência disse que já ouviu “do PS a afirmação de que não tem confiança neste Governo”. Por isso, “a questão da votação não terá qualquer tipo de surpresa”, desvaloriza Luís Marques Guedes.

O ministro preferiu realçar as “sementes para pontes de diálogo que foram aprofundadas” na passada semana, ainda que PS, PSD e CDS-PP não tenham conseguido chegar a acordo. Pontes que “o Governo já desde há dois ou três meses vinha tentando que se desenvolvessem”, lembrou.

“Já sabemos que há muita coisa em que estamos em desacordo e essa é a receita da democracia”, afirmou ainda Luís Marques Guedes, deixando depois um renovado apelo aos socialistas. “Espero que seja possível encontrar de facto, principalmente com o PS, disponibilidade para fazermos acordos e entendimentos em torno de situações que sejam decisivas para o futuro do país e nomeadamente aquelas que transcendem uma legislatura.”

Sugerir correcção