Seguro avisa que “é a última oportunidade” que dá ao Governo

Líder do PS quer que Governo admita que falhou e que aprecie as propostas socialistas.

Foto
Líder do PS insiste em obter um compromisso do Governo Pedro Cunha

António José Seguro que depois das críticas de Vítor Gaspar e de Luís Montenegro disse querer voltar à “seriedade do debate”, respondeu ao ministro da Finanças dizendo que os “custos sociais da crise” com que Gaspar se justifica “não são da crise” mas “da política de austeridade” do Governo.

O líder do PS exigiu que o Governo assuma as suas “responsabilidades” porque “o diálogo pelo diálogo não resolve nada. Quando queremos mudar temos que assumir a disponibilidade para essa mudança.”

E Seguro impôs: “A primeira condição a fazer é admitir que falhou e a segunda é aceitar as cinco propostas concretas que o PS aqui apresentou. O que é que o Governo diz às cinco propostas concretas e às 5 medidas concretas que o PS trouxe?”

“E esta á a ultima oportunidade que dou ao Governo para se pronunciar sobre esta matéria”, avisou.

Já no seu comentário de encerramento, Seguro apontou: "Deste debate não podem sair posições híbridas: não pode haver um polícia bom e um polícia mau, não pode haver um governante bom e um governante mau, não pode haver um partido da coligação bom e um partido da coligação mau."

"O que os portugueses exigem é que o Governo páre com as medidas de austeridade", disse, acrescentando acreditar que "o PS tem uma alternativa responsável para devolver a confiança aos portugueses".

“A vossa estratégia para sair da crise falhou”, apontara Seguro numa das suas intervenções antes, criticando o facto de o executivo de Passos Coelho se preocupar primeiro e só com as finanças públicas, desvalorizando a necessidade de fazer a consolidação do défice e da dívida mas em simultâneo assegurar medidas que promovam o crescimento económico.

Se o Governo vê que é difícil sair da crise, “só tem que se queixar da vossa política e da vossa família europeia. Porque é a política imposta na Europa que está a ter estes resultados negros”.

Seguro tem uma esperança: “Mais tarde ou mais cedo acabam por dar razão ao PS. É que o Governo agora vem dar o dito pelo não dito. Sempre recusaram mais tempo para a consolidação do défice e acusaram o PS de irresponsabilidade por o fazer.” E agora é o Governo que admite pedir mais tempo para consolidar o défice, apenas cinco meses depois de já ter combinado uma primeira derrapagem dos primeiros prazos.

 Notícia actualizada às 12h20 com últimas declarações de António José Seguro no final do debate.