Comércio a retalho cai 5,3% em Novembro e abranda queda homóloga

Resultados do INE realçam que volume de negócios no comércio a retalho caiu menos do que em Outubro, mas mostram que emprego continua em queda e que os salários pioraram.

Apesar de volume de negócios ter caído menos em termos homólogos, emprego e salários continuam níveis de queda
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Apesar de o volume de negócios ter caído menos em termos homólogos, emprego e salários continuam em níveis de queda Enric Vives-Rubio/PÚBLICO

O índice que mede o volume de negócios no comércio a retalho caiu 5,3% em Novembro, em comparação com o mesmo período de 2011, anunciou nesta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE). A quebra no sector abranda assim a tendência negativa de variação homóloga, quando comparada com a quebra de 6,5% de Outubro.

Já a queda no índice do emprego dentro do sector permaneceu em linha com os resultados de Outubro, ao cair 5,7% em Novembro face ao mesmo mês de 2011, menos 0,1 pontos percentuais do que a variação homóloga de Outubro.

Ainda no campo do trabalho no sector do comércio a retalho, a remuneração acentuou a queda face ao que foi registado em Outubro: menos 6,5% em salários em termos homólogos, uma quebra maior do que os 4,7% do mês anterior.

Em termos mensais, os registos de Novembro caíram 1,3% face a Outubro, uma quebra com particular dimensão no consumo de produtos alimentares, bebidas e tabaco, que teve uma queda mensal de 2,8%.

É nos produtos alimentares que o comércio a retalho continua a verificar as maiores descidas. No total do mês, e em comparação com 2011, Novembro viu o consumo de bens alimentares cair 1,7 pontos percentuais, enquanto a família dos produtos não alimentares teve uma quebra de 0,9 pontos.

Quanto ao trabalho, em Novembro, o índice de emprego caiu 2,7% no campo dos produtos alimentares e 8,2% nos produtos não alimentares.

O volume de horas trabalhadas ajustado aos efeitos do calendário sofreu também uma redução homóloga maior do que em Outubro, caindo 6,1% em Novembro face a 2011, quando, em Outubro, tinha caído 5,3% face ao mesmo mês do ano passado.