Futsal

Mundial de Futsal: Um universo em expansão

Ricardinho é uma das principais figuras da selecção portuguesa de futsal que vai jogar o Mundial
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Ricardinho é uma das principais figuras da selecção portuguesa de futsal que vai jogar o Mundial Foto: Nelson Garrido

A FIFA é aquele organismo que tem mais membros do que as Nações Unidas. São 209 os países reconhecidos como praticantes de futebol e, destes, 150 (cerca de 75%) jogam futsal, a variante de pavilhão do desporto mais popular do planeta. O futsal é uma modalidade em expansão e o Mundial que começa quinta-feira, na Tailândia, será mais uma prova desta diversidade. É verdade que, nas seis edições anteriores, só duas selecções, Brasil e Espanha, conseguiram chegar ao título, mas este é um torneio em que, por exemplo, o Irão tem o estatuto de sétima melhor equipa do mundo (no ranking FIFA de futebol de 11 é apenas 58.ª) ou em que o representante da Oceânia são as Ilhas Salomão. E Portugal volta a marcar presença, pela quarta vez consecutiva.

Segundo um estudo recente da FIFA, a expansão da modalidade, que se calcula ter cerca de 30 milhões de praticantes, não dá sinais de abrandar. Em relação a 2006, mais 23 países praticam futsal, o que corresponde a uma evolução de 18%; o crescimento mais significativo ocorreu em África (21% para 53% dos países federados). Para este Mundial, participaram na qualificação 118 selecções, mais 18 do que as que tentaram o apuramento para o Mundial do Brasil, em 2008. Ainda de acordo com o mesmo estudo, entre os 150 países praticantes, 116 têm, pelo menos, um campeonato nacional.

“É um desporto excitante. Quem vê ao vivo apaixona-se. É um jogo que nunca está perdido, mesmo que esteja 3-0 a dois minutos do fim”, diz ao PÚBLICO Alípio Matos, coordenador da formação de futsal do Benfica para justificar o apelo global da modalidade. Portugal é um exemplo deste crescimento, com um aumento de quase 20 mil praticantes em 15 anos. Em 1997, eram 6454 praticantes federados, em 2012 são 25.831, embora Alípio Matos estime que sejam cerca de 50 mil os praticantes em Portugal.

Apesar do seu alcance global, o futsal ainda não é um desporto olímpico, porque a sua vertente feminina ainda está na infância. “Para que o futsal esteja nos Jogos Olímpicos, a parte feminina tem de crescer mais. Tem sido uma aposta, mas ainda não há campeonatos mundiais, nem continentais”, refere o técnico. Frisa, no entanto, que Portugal está entre as três melhores selecções do mundo, apesar de não haver ainda um campeonato nacional - há campeonatos distritais.

Sempre o Brasil

Para esta sétima edição do Mundial de futsal, o Brasil, campeão em título, volta a ser o grande favorito ao troféu, que já conquistou por quatro vezes – e é a única selecção que terminou sempre no pódio. A formação brasileira será um dos adversários de Portugal no Grupo C, tal como Líbia e Japão. Para Alípio Matos, a formação orientada por Jorge Braz não é um candidato óbvio ao título – só Espanha, líder do ranking e campeã em 2000 e 2004, e o Brasil têm esse estatuto –, mas pode chegar à final, o que seria um feito inédito – o melhor que a selecção portuguesa fez foi um terceiro lugar em 2000. “Portugal não é favorito, mas é uma selecção de topo, está entre as cinco, seis melhores. Temos valor para ir longe”, considera o antigo treinador.


Calendário de Portugal
Grupo C
1.ª Jornada (1 Novembro)
Líbia-PORTUGAL, RTP 2 12h*
Brasil-Japão, 14h*

2.ª Jornada (4 Novembro)
PORTUGAL-Japão, RTP 2 12h*
Brasil-Líbia, 14h*

3.ª Jornada (7 Novembro)
Japão-Líbia, 10h*
PORTUGAL-Brasil, RTP 2 10h*

*As horas indicadas são as de Portugal continental