PCP considera execução “desastrosa” e apela à “derrota” do próximo orçamento

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Foot: Laura Haanpaa

O PCP considerou esta terça-feira “desastrosos” os números da execução fiscal dos primeiros nove meses do ano e apelou à “derrota” do orçamento de 2013 que, dizem os comunistas, insiste nas mesmas “políticas desastrosas”.

As receitas fiscais nos primeiros sete meses do ano estão 4,9% abaixo do arrecadado para os cofres do Estado em igual período de 2011, menos 1236,8 milhões de euros, revelou hoje a Direcção-geral do Orçamento.

“São dados desastrosos”, afirmou José Lourenço, da Comissão das Actividades Económicas do Partido Comunista Português, numa declaração aos jornalistas no Parlamento.

O comunista sublinhou que a queda da receita fiscal nos primeiros nove meses deste ano foi de quase 5%, enquanto nos primeiros oito tinha sido de 2,4%.

“Neste momento há uma diferença, em relação ao ano passado, de quase mil e trezentos milhões de euros em receita fiscal, prova de que as políticas que têm vindo a ser seguidas são políticas desastrosas que, como tínhamos denunciado há muito tempo, conduzem a nossa economia a uma situação de paralisação, de estagnação, de recessão como não há memória”, acrescentou José Lourenço.

Para o PCP, disse ainda, “estes dados têm uma outra actualidade”, por coincidirem com a apresentação do Orçamento do Estado para 2013, que será debatido na Assembleia da República nas próximas semanas “e que insiste nestas políticas”.

“Entendemos que [a execução orçamental] só prova a importância deste orçamento ser derrotado, juntamente com este Governo. Será muito difícil a Portugal resistir com a continuação destas políticas mais um ano. Está mais do que provada a exaustão fiscal de que o país sofre, que a insistência nesta política é desastrosa para a nossa economia, para o nosso país”, afirmou José Lourenço.