Macário Correia apreensivo quanto à possibilidade de cortes nas obras da EN125

O presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), Macário Correia, mostrou-se hoje apreensivo quanto à possibilidade de as obras na EN125 sofrerem cortes relativamente à programação prevista e lamentou que as expectativas de requalificação daquela estrada estejam “em crise”.

Em declarações à Lusa, o autarca salientou a possibilidade de haver um acordo entre o Governo e a concessionária Algarve Litoral que implique “uma redução do montante de investimento e da expressão física” das obras.

“Há quem diga que algumas das [obras] que estão contratualizadas poderiam não ser feitas agora, que a tendência é para concluir o que está em curso e o resto ver-se-ia depois”, disse, lamentando essa possibilidade.

“O Algarve já foi prejudicado durante muitos anos por não ter auto-estrada, agora somos prejudicados por termos portagens na Via do Infante [A22] e a expectativa de ter a EN125 requalificada parece que está em crise também”, acentuou o também presidente da Câmara de Faro.

Recordando que as obras estão paradas há cinco meses, “quando deviam estar concluídas há muito tempo”, e agora se perspectiva o prolongamento da paragem por largos meses -- indiciada pelo lay off de 330 trabalhadores da empresa Tecnovia -, Macário Correia pediu ao Governo que esclareça qual o sentido da retoma dos trabalhos.

Pediu ainda ao Executivo “sentido prático” que permita prolongar o período de discriminação positiva dos residentes no Algarve relativamente ao pagamento de portagens na A22, com final previsto para Outubro.

“O não prolongamento dessa situação seria profundamente desagradável para os cidadãos e empresas do Algarve, que ficam com uma estrada que foi prometido que seria requalificada e não está a ser. O prolongamento das isenções é aquilo que se deseja”, disse.