<i>Troika</i> impõe meta de redução de 2%

Administração Pública cortou mais de 8600 funcionários em meio ano

É nas autarquias locais que se observa a maior fatia de redução de pessoal
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É nas autarquias locais que se observa a maior fatia de redução de pessoal Foto: Daniela Rocha

Nos primeiros seis meses do ano, o número de funcionários públicos diminuiu 1,4%, de 613.852 postos de trabalho para 605.212. A supressão de 8640 funcionários é um dos primeiros resultados da meta imposta pela troika a Portugal para um ritmo de redução de efectivos na função pública de 2% ao ano.

De acordo com os dados provisórios divulgados pela Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), é nas autarquias locais que se observa a maior percentagem de redução de pessoal, ao registar-se um corte de 1,8%, o que representa cerca de menos 2176 funcionários.

Na Administração Central do Estado, que detém 75% do universo de trabalhadores públicos, contabiliza-se uma perda de 6154 pessoas, o equivalente a uma redução de 1,3%.

Observando as administrações regionais, conclui-se que a Região Autónoma da Madeira é aquela que menos apresenta em redução de pessoal, tendo até agora realizado uma diminuição de 127 funcionários, de entre os 17 mil que emprega (menos 0,7%). Já os Açores reduziram 1,2%.

O documento da DGAEP refere que nos primeiros seis meses de 2012 registou-se “um saldo final global negativo” de 5891, o que corresponde a um maior corte do número de funcionários (30.446), em relação àqueles que entraram (24.555).

No final do segundo trimestre deste ano, o emprego nas administrações públicas representava 11% da população activa e 12,9% da população empregada.

A publicação trimestral da Síntese Estatística do Emprego Público traduz um compromisso do Governo assumido no Programa de Assistência Económica e Financeira, no âmbito do qual o Executivo se comprometeu a reduzir em 2% ao ano o número de efectivos entre 2012 e 2014.