Alexis Tsipras procura formar Governo

Extrema-esquerda grega diz que acordo com a troika é nulo

Alexis Tsipras defende a criação de uma comissão internacional para avaliar se a dívida grega é legal
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Alexis Tsipras defende a criação de uma comissão internacional para avaliar se a dívida grega é legal Yorgos Karahalis/Reuters

Alexis Tsipras, líder da extrema-esquerda que está a tentar formar um governo de coligação na Grécia, disse hoje que “o veredicto popular anula claramente o acordo de ajuda”.

Tsipras defendeu hoje que as eleições na Grécia colocam um ponto final ao compromisso entre o país e o Fundo Monetário Internacional e a Comissão Europeia, uma vez que a maioria dos eleitores votaram em partidos que estão contra o programa de ajudas.

De acordo com o Financial Times, o líder da extrema-esquerda disse também que os bancos deviam ficar sob controlo do Estado e apelou à criação de uma comissão internacional para investigar se a dívida grega é ou não legal.

Tsipras, que falava aos jornalistas depois de um encontro com o Presidente, foi mandatado para procurar formar um governo, depois de a sua coligação Syriza ter conseguido o segundo lugar nas eleições de domingo.

Entretanto, o partido Esquerda Democrática já anunciou hoje que irão apoiar a formação de um novo governo liderado por Tsipras. O partido, que conseguiu 19 lugares no Parlamento, afirmou que apoia a continuação da Grécia no euro mas rejeita os termos do programa de ajuda financeira (conhecido por memorando).

Na análise do Guardian, o apoio deste partido é todavia pouco significativo para a capacidade de a coligação formar Governo. Para isso, a Syriza terá de conseguir 151 dos 300 lugares no Parlamento, o que nas contas do jornal britânico terá de passar pelo suporte de outros três partidos: Pasok, os comunistas do KKE e o partido dos Independentes Gregos.

Caso os termos do compromisso assumido com a troika sejam rejeitados por um novo Governo, a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional deverão reagir à alteração de políticas da parte de Atenas. Os empréstimos ao país, da parte da troika, ascendem a 130 mil milhões de euros.

Notícia actualizada às 15h28

Acrescentou-se informação sobre as contas eleitorais relativas à coligação de extrema-esquerda