Governo diz que a subida do desemprego torna mais urgente a reforma laboral

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O desemprego atingiu em Março um novo máximo histórico Foto: Paulo Pimenta

“O que se está a passar no mercado de trabalho é algo que é inesperado e que não é de todo em todo compatível com aquilo que seria de esperar com o nosso nível de actividade, os valores do desemprego continuam a crescer”, afirmou Luís Morais Sarmento, durante a sua audição na Comissão parlamentar de Orçamento e Finanças.

O governante sublinhou que a queda na população activa demonstra que existia um desequilíbrio prévio no mercado de trabalho e que esta situação torna a reforma do mercado de trabalho que está em curto mais urgente.

“Esta alteração da situação do mercado de trabalho sugere também que as reformas estruturais que estão a ser executadas no mercado de trabalho são mais urgentes e mais necessárias, uma vez que o mercado de trabalho está a demonstrar uma rigidez mais elevada”, afirma, garantindo que esta reforma é uma das grandes prioridades do Governo.

Os comentários do governante na Assembleia da República surgem no mesmo dia em que o Eurostat publicou os seus cálculos relativos à taxa de desemprego dos países da União Europeia, que dão conta de um aumento da taxa de desemprego de Fevereiro para marco na ordem dos 0,3 pontos percentuais, para os 15,3%, um novo máximo histórico desde que o Eurostat faz esta contabilização.