Sindicatos consideram irreais números do Executivo

Adesão à greve na Administração Central é de 10,48%, diz Governo

O Governo estima que 43592 trabalhadores da Administração Central tenham aderido à greve geral de hoje, o equivale a uma taxa de adesão de 10,48%.

O Governo acaba de disponibilizar as últimas estatísticas sobre a greve geral, que apontam para uma adesão mais significativa do que a estimada de manhã (3,6%) dos funcionários públicos da administração central, que reúne os vários ministérios e os serviços e fundos autónomos (como, por exemplo, institutos, universidades, hospitais, entre outros).

Ainda assim, segundo os sindicatos, a adesão dos funcionários públicos será bem superior. Os líderes da CGTP e da UGT criticaram hoje o Governo pelo "irrealismo dos números" e João Proença, da UGT, acusou mesmo o executivo de manipular os números. Mas não avançaram um número definitivo para a greve geral.

No mapa de adesão à greve, disponibilizado no site da Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público, o ponto de situação da greve às 17h30 era de 43.592 trabalhadores da administração central em greve, o que corresponde a 10,48% do total de 414.987 funcionários.

De acordo com o Governo, havia ao final da tarde 296 serviços desconcentrados ou periféricos da administração central encerrados devido à greve, o que equivale a 12,28% do total.

Na última greve, que tinha sido exclusiva da função pública, no dia 19 de Maio deste ano, a adesão dos trabalhadores da administração central tinha sido de apenas 0,13%, de acordo com os dados do Governo. No entanto, na greve geral do ano passado, que se realizou também no dia 24 de Novembro, o executivo estimou a adesão dos funcionários públicos em 28,61%.

O Ministério da Justiça é aquele que regista maior taxa de adesão à greve – 36,06% –, seguindo-se o Ministério das Finança (29,37%), o Ministério da Saúde (25,46%) e o da Solidariedade e Segurança Social (14,94%).

Os ministérios menos afectados são o da Educação e Ciência (apenas 1,55% dos trabalhadores terão feito greve) e o da Defesa Nacional (com 3,27%), segundo as contas do executivo.

Notícia actualizada às 18h59
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