Compromisso com a UE

Itália quer cortar 300 mil empregos até 2014

Berlusconi com Tremonti quando pediu um voto de confiança ao Parlamento a 13 de Outubro
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Berlusconi com Tremonti quando pediu um voto de confiança ao Parlamento a 13 de Outubro Alessandro Bianchi/Reuters

A Itália espera eliminar 300 mil postos de trabalho no sector público até 2014 e irá acelerar o aumento já estipulado da idade da reforma. Os compromissos foram assumidos numa carta enviada à Comissão Europeia pelo ministro das Finanças cessante, Giulio Tremonti, em vésperas de Silvio Berlusconi se demitir.

De acordo com a agência Dow Jones, Giulio Tremonti explica na missiva que o Governo tomou medidas nos últimos três anos que vão permitir esta redução de postos de trabalho e inclui ainda compromissos para agilizar o mercado laboral, clarificando que os sistemas de monitorização das despesas do Estado italiano já estão a ser aplicados nos maiores ministérios.

Em relação às pensões, a carta explica que a idade legal de reforma em Itália já é de 65 anos para os homens, com essa mesma regra a aplicar-se a partir do próximo ano para as mulheres no sector público e a aumentar rapidamente no caso das mulheres que trabalham no sector privado.

No entanto, a Itália introduziu um mecanismo que atrasa o recebimento efectivo destes benefícios entre 12 e 18 meses, algo que pode ser alargado no futuro, se for necessário, explica-se na mesma carta. Como resultado, a idade da reforma em Itália está a caminho de ser maior que na Alemanha já em 2013, e será um ano superior em 2017.

As medidas de rigor que o Senado italiano aprovou na última semana prevêem, entre medidas de cortes nas despesas e aumento de receitas, poupanças no valor de 59,8 mil milhões de euros até 2014.

Para além do alargamento da data de reforma das mulheres no sector privado, entre as medidas adoptadas está também o congelamento de salários na função pública em 2012 e 2013 e a implementação de políticas mais restritivas de combate à evasão fiscal.

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