No Museu Nacional de História Natural e da Ciência

As 96 melhores fotografias da vida selvagem do mundo chegaram a Lisboa

Fotografia de Thomas Peschak, um dos vencedores da edição de 2010
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Fotografia de Thomas Peschak, um dos vencedores da edição de 2010 Thomas Peschak

Leões, sapos, formigas, tartarugas, águias, fungos e insectos foram captados em momentos únicos por 94 fotógrafos, autores das melhores imagens do mundo da vida selvagem. Estão todos no Museu Nacional de História Natural e da Ciência em Lisboa até ao final do ano.

As fotografias chegaram a Lisboa no final da semana passada, arrumadas cuidadosamente em caixas de metal, vindas da Corunha, Espanha, onde estiveram expostas. O museu arranjou-lhes uma sala, que já teve colecções de peixes, e a última fotografia foi colocada no seu lugar na segunda-feira à tarde.

De 29 de Setembro a 30 de Dezembro, estarão expostas as 96 fotografias escolhidas de um total de mais de 40 mil que concorreram à última edição do Veolia Environment Wildlife Photographer of the Year, 2010.

Em lugar de destaque está a fotografia “A marvel of ants” (“A maravilha das formigas”), do búlgaro Bence Máté, vencedora da categoria Fotógrafo do Ano. “Quando Bence tentou, pela primeira vez, fotografar as formigas cortadeiras em acção, pensou que seria fácil. Mas não foi”, conta o site oficial do prémio. Ainda assim, Bence – hoje numa expedição na América do Sul -, respondeu ao desafio e, depois de muitas horas embrenhado nas florestas da Costa Rica, suportando as picadelas de insectos que o cobriam, captou a complexidade comportamental destes animais, numa fotografia simples.

Além desta, muitas outras fotografias querem contar histórias de lugares distantes mas também próximos. Will Jenkins, do Reino Unido, venceu o segundo lugar na categoria de fotógrafos com menos de dez anos de idade, com uma imagem que captou no quintal da sua casa em Londres. “Uma manhã vi este sapo no pátio quando tomava o pequeno-almoço”, começa Jenkins a contar.

“Esta exposição é uma oportunidade fantástica, que nos ajuda a respeitar melhor a Natureza. São momentos imperdíveis, que muitas vezes representam semanas de muita paciência e sofrimento”, comentou ao PÚBLICO Ireneia Melo, da direcção do Museu Nacional de História Natural e da Ciência.

Esta é a primeira vez que o prémio – promovido pela BBC Wildlife Magazine e Museu de História Natural de Londres - vem a Portugal, com a ajuda da Veolia Água. “Gostávamos de mostrar que as empresas não são só vendedoras de serviços e produtos. Temos também uma preocupação com a promoção da biodiversidade, com a conservação de recursos e a educação para a cidadania”, explicou Nuno Peiriço, director de Desenvolvimento Sustentável da Veolia Água.

O prémio foi lançado em 1965 e nesse ano recebeu 600 fotografias a concurso; no ano passado foram 40 mil as concorrentes. Todos os anos, a exposição viaja por cerca de 90 países. Em Janeiro, de Lisboa segue para Madrid. Para o ano, a iniciativa deverá regressar a Portugal.

A 20 de Outubro deverão ser anunciados os vencedores da edição de 2011, em Londres. Este ano o prémio recebeu cerca de 41 mil fotografias vindas de 95 países. Em meados de Agosto, uma primeira selecção reduziu a lista a 108 imagens.

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