Ambiente

Secretário de Estado vê na eficiência energética uma forma para superar a crise

A Fundação de Serralves poderá ficar ambientalmente sustentável
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A Fundação de Serralves poderá ficar ambientalmente sustentável Foto: Paulo Pimenta/arquivo

O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, considerou hoje, no Porto, que a eficiência energética deve ser vista como forma de combater a crise económica.

“Quando nos encontramos numa crise económica, é altura de ir em busca das ineficiências”, disse, acrescentando que “numa casa, numa empresa, consegue-se baixar custos com pequenas afinações”.

Humberto Rosa salientou que as emissões de gases com efeitos de estufa “têm decrescido em Portugal” e que essa redução não se deve à diminuição da actividade económica, como já foi referido. “Isso é desmentido pelo facto [de a redução] ter começado antes da crise, porque quando fazemos as contas às emissões por unidade de riqueza também essas têm diminuído”, frisou o governante, que hoje de manhã participou na cerimónia de assinatura de um protocolo de cooperação entre a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Fundação de Serralves.

Para Humberto Rosa, “há um pulsar em busca de eficiência energética e de boas práticas” ambientais e “isso continuará entre nós e é uma das formas que nos ajuda a superar a crise em que nos encontramos”.

Na opinião do secretário de Estado, ao assinar o protocolo com a APA, que visa “incentivar e apoiar a implementação do Sistema Comunitário de Ecogestão e Auditoria (EMAS)” em Serralves, a Fundação poderá demonstrar que pode, com a devida política interna, ficar ambientalmente sustentável” e que esse esforço terá “benefícios económicos”.

No âmbito do protocolo, a APA compromete-se a prestar apoio geral, técnico e científico, bem como a ministrar formação aos responsáveis ambientas envolvidos e a verificar/auditar os sistemas implementados.

As acções a realizar no âmbito do acordo de cooperação serão executados num prazo de 15 meses.

O EMAS é “um instrumento de participação voluntária dirigido às organizações que pretendam avaliar e melhorar o seu desempenho ambiental e informar o público e outras partes interessadas a esse respeito”.

O presidente do Conselho de Administração de Serralves, Luís Braga da Cruz, afirmou esperar esta iniciativa “tenha um efeito de demonstração”.