Greenpeace avisa para riscos, peritos desvalorizam

Rússia: incêndios chegam perto de zonas afectadas por Tchernobil

As árvores queimadas podem libertar substâncias radioactivas
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As árvores queimadas podem libertar substâncias radioactivas Denis Sinyakov/Reuters

Os fogos florestais que há duas semanas afectam a Rússia estão a chegar a zonas poluídas pelo desastre nuclear de Tchernobil, na parte ocidental do país, segundo dados dos serviços florestais.

Enquanto isso, o país vai lutando contra os incêndios com todas as armas – hoje foi anunciado o desvio de 20 quilómetros do rio Oka para ajudar a apagar os incêndios em volta de Moscovo, que há dias deixam a capital envolva numa nuvem de fumo sufocante. E o ministério russo das Situações de Emergência indica que a superfície a arder já foi reduzida para metade.

Quanto às consequências dos fogos chegarem perto das zonas afectadas pelo desastre de Tchernobil (1986), há peritos a garantir que não há grande perigo de re-contaminação. Há ainda substâncias radioactivas nas árvores e folhas em florestas de algumas zonas da Rússia. Se arderem, as substâncias podem voltar a ser libertadas. O movimento de protecção ambiental Greenpeace avisa hoje para o perigo desta nova libertação, embora especialistas como Philippe Renaud, chefe do laboratório de segurança nuclear IRSN em França, dissesse há quatro dias à agência francesa AFP que os níveis são ainda muito baixos e que incêndios anteriores como os de 2002 na Rússia mostraram que o risco de exposição era baixo.