Golfo do México

Maré negra já custou 2,1 mil milhões de euros à BP

A BP garante que Hayward vai continuar como director-geral
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A BP garante que Hayward vai continuar como director-geral Larry Downing/Reuters

O grupo petrolífero britânico BP anunciou hoje que o custo da sua resposta à maré negra no Golfo do México já atingiu um total de 2,6 mil milhões de dólares (cerca de 2,1 mil milhões de euros).

Este valor inclui o conjunto das despesas efectuadas pelo grupo para conter e limpar o crude, a perfuração de poços de apoio, as ajudas aos estados costeiros, os prejuízos já reembolsados e as somas pagas às autoridades federais. A quantia não inclui o fundo de 20 mil milhões de dólares, criado este mês, para indemnizar as vítimas da maré negra.

A BP precisou ainda que já recebeu mais de 80 mil pedidos de indemnização e respondeu a cerca de 41 mil, totalizando mais de 128 milhões de dólares (103 milhões de euros).

No entanto, ainda ninguém consegue estimar qual será o custo final da catástrofe, causada pela explosão ocorrida a 20 de Abril na plataforma Deepwater Horizon. Desde então já foram libertados para as águas entre 71 e 113 milhões de litros de crude e nenhuma das soluções técnicas da BP conseguiu selar a fuga, a 1500 metros de profundidade.

Na semana passada, o director-geral da companhia, Tony Hayward, foi substituído por Robert Dudley para liderar as operações contra a maré negra.

Desmentidas informações de demissão iminente de Hayward

A conduta de Hayward na gestão da crise tem sido duramente criticada e hoje surgiram notícias da sua demissão, entretanto já desmentidas. Foi o vice-primeiro ministro russo, Igor Sechin, quem o anunciou, citado pelas agências russas de informação. “Sabemos que Hayward [de visita a Moscovo] vai abandonar o cargo e apresentar o seu sucessor”, disse Sechin aos jornalistas depois de uma reunião com Hayward.

Pouco tempo depois, a BP surgiu desmentindo estas declarações. “Tony Hayward vai continuar como director-geral. Não está em discussão qualquer alteração à sua posição”, garantiu uma porta-voz da companhia petrolífera.

Entretanto, a Guarda Costeira norte-americana acompanha a evolução da tempestade tropical Alex, que não parece interferir com as operações de recolha de crude no Golfo do México. A tempestade tem vindo a subir de intensidade ao afastar-se da Península do Iucatão, no México, e prevê-se que passe a furacão hoje ou amanhã.