Passam 64 anos sobre lançamento da bomba atómica

Presidente da câmara de Hiroxima apoia Obama na questão do desarmamento nuclear

Pombas lançadas ao ar na cerimónia desta manhã no Memorial para a Paz de Hiroxima
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Pombas lançadas ao ar na cerimónia desta manhã no Memorial para a Paz de Hiroxima Issei Kato/Reuters

O presidente da câmara de Hiroxima, a cidade que há 64 anos foi devastada por uma bomba atómica lançada pelos EUA durante a Segunda Guerra Mundial, disse hoje apoiar os planos do Presidente norte-americano Barack Obama para o desarmamento nuclear. “Temos esse poder e essa responsabilidade”, disse Tadatoshi Akiba.

Akiba disse falar em nome da “Obamaioria” global que, tal como o Presidente dos Estados Unidos, apela à eliminação das armas nucleares até 2020. “Temos o poder, a responsabilidade, e somos uma Obamaioria”, disse, citado pelo diário britânico "The Guardian". E ao juntar-se por completo aos apelos de Barack Obama repetiu aquele que foi o slogan da campanha do Presidente americano. “Yes, we can.”

A questão do desarmamento nuclear foi o tema central de um discurso que Obama fez em Praga, no início deste ano, no qual disse que os Estados Unidos têm “a responsabilidade moral” de promover a abolição desse armamento.

Ontem, em Hiroxima, mais de 50 mil pessoas, entre elas sobreviventes do bombardeamento e representantes de países estrangeiros, recordaram o momento em que, às 8h15 de 6 de Agosto de 1945, a bomba atómica caiu sobre a cidade e matou 80 mil pessoas naquele dia, um número que aumenta para 140 mil mortos quando se tem em conta todas as pessoas que vieram a morrer na sequência do ataque até ao final desse ano.

O primeiro-ministro Taro Aso reiterou o seu compromisso de não criar, possuir ou permitir no país qualquer tipo de armas nucleares, enquanto o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que o desarmamento nuclear não deve ser encarado como uma fantasia pacifista, adiantou o "The Guardian". “Peço à humanidade que apoie este objectivo alcançável.”

O líder do Partido Democrático na oposição, Yukiu Hatoyama, também apoiou o apelo de Barack Obama para o desarmamento nuclear. “Promover um mundo livre do nuclear como foi pedido pelo Presidente norte-americano Obama é exactamente a missão moral do nosso país como o único bombardeado com bombas atómicas."

Três dias depois de Hiroxima foi também bombardeada Nagasaki, onde morreram de imediato 80 mil pessoas.