Covid-19: 23 mortes e 3588 casos. Dezembro tem tantos casos como em 2020, mas quatro vezes menos mortes

Nos primeiros nove dias de Dezembro de 2020, o número de casos era quase o mesmo do que agora, mas as mortes eram mais: morreram 687 pessoas com covid-19 e, este mês, foram 169. Ao todo, há agora mais de 65 mil casos de infecção activa em Portugal.

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Portugal está na zona “vermelha” da matriz de risco Paulo Pimenta

Portugal registou mais 3588 casos de infecção e 23 mortes por covid-19 no último dia. Tal como aconteceu a 5 de Dezembro, este é também o número mais elevado de mortes por covid-19 desde 9 de Março.

Foram internadas mais 44 pessoas (num total de 961 internamentos) e mais quatro em unidades de cuidados intensivos (num total de 142 hospitalizações). No ano passado, a 9 de Dezembro de 2020, havia um total de 3332 pessoas internadas nos hospitais portugueses, 504 das quais em unidades de cuidados intensivos.

Há um ano, havia quase o mesmo número de infectados que há agora – foram 34.012 casos nos primeiros nove dias de Dezembro e, agora, são 34.045 –, mas o número de mortes por covid-19 era bem maior: agora, houve 169 mortes por covid-19 nos primeiros nove dias do mês; em 2020, foram 687 mortes – uma diferença de 407%​.

A diferença no número de mortes pode ser explicada pela elevada taxa de vacinação em 2021 e por, em Dezembro de 2020, Portugal estar a “sair” de uma vaga de infecções – o que fez aumentar o número de hospitalizações e de mortes por covid-19, que tendem a materializar-se alguns dias depois da notificação da infecção. ​

Agora, há mais de 65 mil casos activos de infecção no país e 1269 pessoas que tiveram alta da infecção. Os números foram divulgados esta quinta-feira pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) e correspondem à totalidade de ocorrências (mortes, casos, hospitalizações e altas médicas) registadas na quarta-feira.

O número de casos relatados nos dias seguintes a feriados (e fins-de-semana) tende a ser menor por se fazerem menos testes nesses dias ou por haver uma maior demora na notificação dos resultados dos testes. No feriado de quarta-feira, foram divulgados 5286 casos diários e 15 mortes por covid-19.

A maior parte dos novos casos divulgados esta quinta-feira foi registada na região norte (1161 casos e 11 mortes) e na região de Lisboa e Vale do Tejo (1104 casos e quatro mortes). Segue-se o centro, com 723 casos e três mortes, o Algarve, com 371 casos e três mortes, o Alentejo, com 126 infecções e duas mortes, a Madeira, com 76 casos, e os Açores, com 27 infecções diárias.

169 mortes em Dezembro

O número de casos tem aumentado nas últimas semanas em Portugal, assim como pelo resto da Europa – com países a tornarem a vacinação obrigatória ou a voltarem a confinamentos totais. Nos boletins epidemiológicos de 1 a 9 de Dezembro foram registados mais de 34 mil casos de infecção (34.045), numa média de 3782 casos diários.

No mesmo período, desde o início do mês, morreram 169 pessoas com covid-19 – o que corresponde a uma média de 19 mortes por dia (18,7). No ano passado, nos primeiros nove dias de Dezembro, morreram 687 pessoas com covid-19 (numa média de 76 pessoas por dia).

Os valores de incidência da doença e do índice de transmissibilidade foram actualizados na quarta-feira e mostram que os indicadores estão a subir e que Portugal continua na zona vermelha” da matriz de risco. A incidência subiu para 438 casos por 100 mil habitantes a nível nacional (e 442 casos por 100 mil habitantes no território continental). A incidência corresponde ao número de pessoas infectadas com o coronavírus SARS-CoV-2 (que causa a doença covid-19) por cada 100 mil habitantes.

Já o índice de transmissibilidade – também designado por R(t) – corresponde ao número de pessoas que são, em teoria, contagiadas por alguém com a infecção activa. Na actualização de quarta-feira, esse valor subiu para 1,11 a nível nacional e também no continente.

Notícia corrigida às 17h47: foi corrigido o número de mortes por covid-19 nos nove primeiros dias de Dezembro de 2020. Era erradamente referido que eram 1477 mortes (oito vezes mais do que este ano), quando foram 687 (quatro vezes mais).

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