Banzai, manga com prioridade

Folheámos o primeiro número de uma revista portuguesa com sotaque japonês. É trimestral e vai revelar jovens autores

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Joana Rosa Fernandes
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Falta de soluções editoriais? Demasiadas respostas negativas e portas fechadas na cara? Os responsáveis da NCreatures sabem bem o que isso é — e não querem que a história se repita no universo manga. Sejam bem-vindos à Banzai.

O P3 falou com Ricardo Andrade, um dos três editores da revista, já com o primeiro número nas bancas (a Fnac tem o exclusivo) e com o número dois em velocidade de cruzeiro. A trimestral Banzai tem um formato A5, 104 páginas, capa a cores e conteúdo a preto e branco. É, acima de tudo, “a primeira edição de banda desenhada estilo manga” e “um projecto de autores portugueses” com um espaço físico para publicarem obras com regularidade.

Este projecto editorial conta com duas séries regulares e um espaço nobre dedicado aos novos talentos (“one-shot”), bem como a participação ocasional de autores estrangeiros (a NCreatures estabeleceu já parcerias com a dinamarquesa Comic Party e com a sueca Nosebleed Studios).

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Kuroneko, de Cristina Dias

As primeiras duas séries fixas têm o dedo de Joana Rosa Fernandes e de Cristina Dias. A primeira desenha “TMG - The Mighty Gang” (uma banda desenhada ao estilo “shonen”, ramificação manga que se dirige aos jovens do sexo masculino), enquanto a segunda desenvolve “Kuroneko” (um gato e uma ovelha com dentes de lobo).

“Temos autores de desenhos e textos dos 16 aos 23 anos”, explica Ricardo Andrade, que no primeiro número aposta na banda desenhada “Pandora Song”, de Rita Marques e Inês Pott, e num mini-showcase da autora Marta Patalão. Para as próximas edições estão programados os seguintes trabalhos: “Sepultura 99”, de Ana Santo, “24 horas”, de Marta Patalão e “Last song”, de Leonor Guerreiro, Marta Patalão e Sara Moura. Está igualmente prevista a participação regular da banda desenhada “Miau Miau”, de Natalia Batista, autora sueca e luso-descendente.

Queres participar? Envia um mail. Mas não envies os trabalhos antes de passares os olhos pelos regulamentos do IGAC e pelo Diário da República.

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