IEFP terá 933 milhões de euros para combater desemprego

O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) terá ao seu dispor 933 milhões de euros do Orçamento do Estado para 2013 destinados ao combate ao desemprego, revelou esta quarta-feira o ministro da Economia e do Emprego.

Numa intervenção proferida no Parlamento, onde está a ser ouvido no âmbito do Orçamento para o próximo ano, Álvaro Santos Pereira revelou que o IEFP terá ao seu dispor, já em Janeiro, 933 milhões de euros “para combater o desemprego: 380,4 milhões de euros provenientes de fundos comunitários e, o restante, proveniente da Taxa Social Única (TSU)”.

“O combate ao desemprego é um combate que todos nós temos de fazer. É insustentável ter as taxas de desemprego como temos”, afirmou Santos Pereira, ressalvando que tem de haver um esforço por parte do IEFP para divulgar as medidas de apoio ao emprego disponíveis.

No que concerne ao Estímulo 2012 existem, até ao momento, 13 mil ofertas de emprego, contabilizou o ministro, lamentando o facto de “as pessoas ainda não conhecerem bem as medidas”.

“Tem de haver um esforço da parte do IEFP, aí faço mea culpa, temos de reforçar a divulgação destas medidas”, assumiu Santos Pereira, classificando de “inaceitável” a elevada taxa de imigração entre os jovens.

“É inaceitável que o país apresente estas taxas de imigração. Muitos dos jovens que saíram, temos de arranjar maneira de eles voltarem. Temos de criar condições para voltar a crescer e a única maneira é apostar no sector produtivo”, afirmou.

Em jeito de balanço, Santos Pereira referiu que ao abrigo do Passaporte Emprego, existem já 628 abrangidos. Já no âmbito do programa Vida Activa, foram abrangidos até ao momento 205 mil desempregados, dos quais 75 mil foram reencaminhados para formação.

De acordo com os números avançados pelo ministro da tutela, “a formação profissional aumentou 26,2% face a Setembro de 2011. No âmbito da reabilitação profissional, há um aumento superior a 15% face a Setembro de 2011”.

Santos Pereira apresentou este balanço aos deputados, depois de questionado pela oposição – PS, PCP e BE – sobre a aplicação das medidas de combate ao desemprego e de apoio ao emprego do actual Governo.

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