OMS diz que já morreram mais de sete mil pessoas no Iémen

Enviado especial das Nações Unidas ao Iémen fala de um país "à beira do abismo".

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A OMS diz que 21 milhões de pessoas necessitam de ajuda médica urgente Reuters/KHALED ABDULLAH

A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que durante os 20 meses de guerra no Iémen já foram mortas sete mil pessoas e mais de 36 mil foram feridas. O enviado das Nações Unidas no país avisa que o Iémen se encontra à “beira do abismo".

Num comunicado divulgado esta segunda-feira, e citado pela Al Jazeera, a OMS calcula que “mais de 7070 pessoas morreram e mais de 36.818 ficaram feridas”. Mais do que isso, a organização diz que 21 milhões de pessoas necessitam de ajuda médica urgente. Uma das causas para este número é o facto de mais de metade dos serviços de saúde no Iémen terem deixado de funcionar total ou parcialmente.

Na capital Sanaa, o enviado da ONU Ismail Ould Cheikh Ahmed reforçou a comunicação da OMS. Segundo Ahmed as “pessoas estão a morrer”, a infra-estrutura do país “está a ruir” e a “economia está à beira do abismo”.  

Ould Cheikh centra, no entanto, o discurso na situação de saúde “muito perigosa” que se vive no Iémen. Segundo as estimativas do enviado da ONU, neste momento existem mais de dois mil casos suspeitos de cólera. As Nações Unidas confirmaram já 71 casos de doença, que se transmite, maioritariamente, através de água contaminada.

No mês passado, a UNICEF relatava que quase três milhões de pessoas necessitavam de ajuda alimentar imediata e 1,5 milhões de crianças sofriam de malnutrição.

As organizações internacionais fazem os cálculos relativos à guerra no Iémen tendo em conta os últimos cerca de 20 meses. Isto porque foi em Março do ano passado que a Arábia Saudita entrou no conflito, transformando-o numa guerra internacional, quando até aí se falava numa guerra puramente civil.

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