Direito à indignação

A saga da defesa do meu bom-nome custou-me cerca de 600 euros só em taxas, sem que a justiça tenha sido feita ou sequer procurada pelas entidades que a deveriam promover em primeira linha.

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Em setembro do ano passado, Portugal foi surpreendido com notícias sobre a minha pessoa, em que se dava nota sobre o pedido de levantamento da minha imunidade parlamentar por alegada prática de crimes relacionados com o financiamento partidário. O caso começou com uma participação ao Ministério Público (MP) feito pelos três membros que então se encontravam à frente da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP). Em 2023, estes três membros decidiram denunciar-me ao MP sem qualquer elemento de prova que indiciasse minimamente a minha participação em qualquer prática criminal. E fizeram-no pelo simples facto de eu ter sido formalmente o responsável financeiro do PSD registado junto dessa entidade. Todos os partidos são obrigados por lei a registar junto da ECFP uma pessoa como responsável financeiro.

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