Jerónimo Martins estima em 700 mil euros contribuição sobre lucros excessivos

Grupo de distribuição vai “contestar” pagamento da contribuição sobre os lucros extraordinários que o Governo decidiu que deverá ser cobrada em 2023 e 2024.

Foto
Ana Luisa Virgínia, Pedro Soares dos Santos e António Serrano na conferência de imprensa desta manhã MARIA ABRANCHES

O grupo Jerónimo Martins, dono da cadeia Pingo Doce, estima em 700 mil euros o montante que terá de pagar no âmbito da “contribuição especial sobre as empresas de distribuição alimentar” que o Governo decidiu cobrar às maiores companhias do sector.

O tributo vigora em 2023 e 2024 (sobre os resultados dos anos anteriores, ou seja, 2022 e 2023), para já, e vai buscar sustentação à decisão de Bruxelas de fazer as empresas energéticas cederem parte dos ganhos obtidos num ano atípico, de guerra de volta à Europa e de subida do barril de petróleo aos 130 dólares.

Ana Luísa Virgínia, administradora financeira do grupo, afirmou esta quinta-feira, durante a apresentação de resultados, que o valor em 2023, para o grupo, deverá ascender a 700 mil euros, dos quais 200 mil euros respeitantes à cadeia Pingo Doce.

Questionada sobre se iriam pagar, a administradora defendeu: “se vamos pagar” é um assunto “a ver”, mas já com uma certeza: “Vamos contestar” — “não há aqui lucros excedentários”, afirmou a administradora financeira da SGPS.

Com presença em três mercados, o grupo liderado por Pedro Soares dos Santos terminou o ano de 2022 com resultados líquidos de 590 milhões de euros (um crescimento de 27,5% face a 2021) e vendas líquidas de 25,4 mil milhões de euros (mais 21,5%), das quais menos de seis mil milhões de euros tiveram Portugal como origem.

Sugerir correcção
Ler 4 comentários