Notícia de um discurso sinistro

A origem da “operação militar especial” já não é o combate ao fascismo ucraniano, mas a necessidade de uma luta contra o “colonialismo” ocidental.

O Salão de S. Jorge onde Vladimir Putin expôs as suas razões para a anexação de 15% do território da Ucrânia apresentava uma atmosfera apropriada: a de um velório. O que Putin disse a uma plateia de comprometidos com o aparelho militar e de segurança tem como destino a escalada da guerra. Como bem observou o colunista do The Guardian Shaun Walker, o autocrata mais pareceu “um taxista irritado” do que um chefe de Estado. Foi nesse tom que avançou na construção de uma ideologia para uma guerra sem quartel contra o Ocidente.

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