A diferença entre o “perigo fascista” e os fascistas perigosos

O avanço da direita radical na Europa e nas Américas não só tem sido feito contra os gritinhos histéricos do “perigo fascista”, como se tem alimentado deles.

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Giorgia Meloni Reuters/YARA NARDI

Spoiler alert: este é mais um daqueles meus textos que são regularmente apelidados de “branqueamento da extrema-direita” ou de “branqueamento do fascismo”. Insisto neles não só porque me estou relativamente nas tintas para os apelidos que atribuem aos meus textos, mas sobretudo porque o mundo está a mudar e convém fazer um esforço genuíno para reflectir sobre as coisas inesperadas que nos acontecem, sem esta mania insuportável de que todas as caras novas que nos batem à porta são a reencarnação do cadáver do bisavô fascista.

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