Um mundo ainda mais perigoso

Putin já tinha falado nas armas nucleares no princípio da guerra, mas se nessa altura as suas ameaças cabiam numa estratégia de dissuasão, agora entram na lógica da defesa nacional.

Visto do Ocidente, o discurso desta quarta-feira de Vladimir Putin tem tanto de patético como de sinistro. Patético, porque expôs aos olhos de todos um tirano a reagir à derrota das suas mais elementares convicções e das suas mais profundas certezas com a arrogância do vencedor. Sinistro, porque o seu fracasso fez dele uma fera acossada e elevou as suas ameaças ao mundo para a fasquia da guerra nuclear. Podemos rir de satisfação com o lado patético que resulta das contra-ofensivas da Ucrânia, da unidade do Ocidente, das fragilidades da Rússia ou da evidente superioridade da tecnologia militar da Europa e dos Estados Unidos. Mas devemos ficar extremamente preocupados com o caminho que Putin abriu para o recurso ao seu arsenal nuclear.

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