Isabel II, a rainha que viveu com discrição e morreu rodeada de honras

Milhares de pessoas reuniram-se em Londres e em Windsor para participarem nas cerimónias fúnebres da monarca que mais tempo reinou no país. E, por todo o mundo, canais transmitiram em directo cada minuto do funeral para milhões. Uma derradeira homenagem de boa parte do mundo à monarca. Tal como ela planeou.

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O funeral de Isabel II saiu de Londres para Windsor, onde a rainha fica sepultada Reuters/ANDREW BOYERS

Não manifestar sentimentos políticos, abster-se dos principais debates sociais, manter-se discreta. Isabel II viveu mais de 70 anos de reinado — exactamente, 70 anos e 214 dias — sob as premissas que os estudiosos da monarquia britânica dizem serem essenciais à sobrevivência do regime. Em vida, raras vezes a rainha, embora epicentro e rosto do poder britânico, foi o cerne das atenções. Só em dois grandes acontecimentos concentrou sobre si todos os holofotes do país: quando se casou com o príncipe Filipe, em 1947, numa altura em que era ainda apenas princesa, sem adivinhar que o trono estaria para tão breve; e quando foi coroada, em Junho de 1953, numa cerimónia transmitida pela televisão.

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