Passos Coelho? O fardo de Montenegro é outro

Mário Soares dizia que o trabalho da oposição é a “teorização do ressentimento”. É preciso convencer o eleitorado de que o que corre mal no país é culpa das acções ou omissões do Governo, e de que a solução está precisamente nos planos da oposição.

A crer nas análises dos últimos anos, qualquer presidente do PSD está destinado a enfrentar uma de duas tragédias. Uma delas é que Pedro Passos Coelho resolva andar afastado da vida do partido: a ausência de um ex-líder tão marcante significará que Passos quer pairar por aí, solto e descomprometido, ensombrando a liderança com a iminência do seu regresso. Diz-se que foi o que sucedeu a Rui Rio. A outra tragédia é que Pedro Passos Coelho resolva andar envolvido na vida do partido: a presença de um ex-líder tão marcante significará que Passos quer pairar por aí, próximo e comprometido, ensombrando a liderança com a iminência do seu regresso. Diz-se que é o que sucede agora a Luís Montenegro, tal como alegadamente demonstrado pela aparição de Passos no Pontal.

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