Independência do Brasil na dinâmica constitucional ibero-americana

A crítica contundente de que a Corte joanina havia assumido uma política muito mais voltada para a América aumentava os descontentamentos em Portugal, bem como noutras partes do Brasil que não se sentiam contempladas com o favorecimento do Centro-Sul. Este foi o ambiente em que eclodiu o movimento do Porto e a instalação das Cortes de Lisboa.

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A pintura de Veloso Salgado, que decora o interior da Sala das Sessões do Parlamento, mostra Passos Manuel, durante os trabalhos das Cortes de 1821, que aprovariam a primeira Constituição Portuguesa

Na madrugada do dia 26 de fevereiro de 1821, uma grande agitação de tropas, comerciantes e pequenos proprietários no Largo do Rocio, Rio de Janeiro, exigiu que D. João VI jurasse o texto constitucional que se fazia em Portugal. Como é sabido, o movimento revolucionário que ocorrera no Porto no ano anterior rapidamente ganharia adeptos no Reino e culminaria na convocação nas Cortes Constituintes da Nação Portuguesa, instaladas em Lisboa, em janeiro de 1821 — um duro golpe ao Governo joanino que se encontrava no Brasil desde 1808 e que não retornara à Europa após a derrota de Napoleão Bonaparte. Adesões ao movimento do Porto também ocorreriam rapidamente na América, a começar pelo Norte, em janeiro de 1821, seguido da Bahia, constrangendo o monarca a aceitá-lo.

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