O campeão do despudor e da desvalorização

O indício de eventual troca de favores é tão evidente que não é preciso explicar o dito. Mas é preciso sublinhar o seguinte: mesmo que tudo isto seja legal, são procedimentos que os representantes políticos deviam evitar todo o custo. Quanto mais não fosse por uma questão de pudor.

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Daniel Rocha

O ministro das Finanças, Fernando Medina, contratou (desde 29 de julho de 2022, apesar de o contrato ainda não ter saído no Diário da República) o jornalista Sérgio Figueiredo, ex-diretor da TVI, para ser seu consultor de políticas públicas no Ministério das Finanças (MF), nomeadamente fazendo a auscultação dos “stakeholders” na economia portuguesa (confederações sindicais e patronais, etc) com vista à produção e à implementação das políticas públicas (PÚBLICO, 9/8/2022 e 10/8/2022). Esta contratação tem muitos problemas, mas não se vislumbram propriamente virtualidades, a não ser a de olear a vertente da comunicação política do MF com os parceiros sociais e o público (apesar de licenciado em Economia, a atividade de Sérgio Figueiredo sempre foi sobretudo no domínio do jornalismo, nomeadamente na direção de órgãos de comunicação social).

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