Aos 100 anos, pede-se que o Parque Mayer volte a ser uma “caixa mágica”

Foi lugar de criação, de aventuras e desventuras, de acidentes e sucessos, até cair num estranho abandono e esquecimento. 100 anos depois, que futuros se projectam para o Parque Mayer? Vasco Morgado, autarca da freguesia e “filho” daqueles teatros, quer que volte a ser o já foi: “uma escola, uma aldeia cultural”.

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Hoje restam o Teatro Maria Vitória, que tem ainda programação, e o Cineteatro Capitólio que foi reabilitado

Não é que ele se recorde, mas contam-lhe que “com meia dúzia de dias” já estava no camarim do Capitólio. “A minha mãe estava a fazer uma substituição e eu ficava no camarim da minha avó.” Vasco Morgado tem mais do que uma relação umbilical com o Parque Mayer, à qual dificilmente podia ter escapado. É neto da atriz Laura Alves e do actor, empresário e produtor de espectáculos Vasco Morgado, de quem herdou o nome, e filho de Vasco Morgado Jr. e da actriz Vera Mónica. “Era neto e depois filho do patrão.” Se o povo diz que é “preciso uma aldeia para educar uma criança”, ele cresceu numa que era uma espécie de “caixa mágica”. E que, acredita, ainda pode voltar a ser.

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