PSD questiona modelo da eleição do líder e abre a porta a primárias

Os sociais-democratas partem este sábado para a 11.ª eleição directa. Este modelo “retirou encanto” aos congressos, segundo dirigentes e figuras do partido ouvidos pelo PÚBLICO. Mas ninguém arrisca voltar atrás e o futuro pode passar por conciliar primárias com congresso.

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Militantes do PSD elegem no sábado o sucessor de Rui Rio na presidência do partido Rui Gaudêncio

Ao fim de dez eleições directas no PSD, várias figuras social-democratas convergem na ideia de que é preciso mudar o actual modelo de escolha do líder do partido. A realização de primárias, abrindo o universo eleitoral a simpatizantes, depois de um debate interno em congresso, começa a ganhar força dentro do partido. Foi essa a proposta que Alexandre Poço, líder da JSD, entregou aos dois candidatos à liderança, e que já tinha sido subscrita por Miguel Poiares Maduro, entre outras figuras do partido, em 2020. Miguel Pinto Luz, ex-candidato à liderança do PSD, partilha da ideia de trocar a ordem do processo eleitoral – congresso seguido de directas – mas neste caso sem primárias.

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