O FITEI regressa aos palcos para reflectir “a ânsia e o medo de voltar à vida”

A 45.ª edição do mais antigo festival de teatro do país, que arranca esta terça-feira e decorre até dia 22, dá o protagonismo a criadores e companhias nacionais, resguardando a ponte com a criação ibero-americana. O luto da pandemia e, no pólo oposto, as ideias de excesso e de futuro atravessam o programa, diz ao PÚBLICO o director artístico, Gonçalo Amorim.

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O Othello revisitado pela companhia Voadora, da galega Marta Pazos, enuncia questões de género e de raça estrela mellero

Depois de se ter visto abortado em 2020 por causa da covid-19 e de se ter reconfigurado em 2021 num híbrido entre o presencial e o digital, o FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica retoma o ritmo pré-pandémico, num regresso pleno aos palcos mas com os estragos da pandemia (e o possível silver lining) a ecoar em vários pontos do programa. A 45.ª edição arranca esta terça-feira no Teatro Nacional São João com Boom!, de Miguel Loureiro, estendendo-se até dia 22 por Porto (o epicentro), Gaia, Matosinhos e Viana do Castelo. No cartaz, espectáculos de companhias e artistas portugueses e ibero-americanos como o Teatro Nacional 21 (de Albano Jerónimo e Cláudia Lucas Chéu), Teresa Coutinho, Rui Spranger, Palmilha Dentada, Sofia Dinger & Miguel Bonneville, Guillermo Calderón, Marina Otero ou Marta Pazos.

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