No Brasil, Carnaval em Abril: Rio e São Paulo desfilam, finalmente, esta semana

Pandemia em alta em Janeiro levou ao adiamento das celebrações dos grandes Carnavais para Abril. Agora, poucos dias depois do Governo brasileiro anunciar o fim da emergência sanitária, estas são semanas de festa no Rio e em São Paulo. Oficialmente, a partir destas quarta e quinta, nos sambódromos e locais autorizados. Mas as ruas também têm fome de Carnaval.

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No Rio, em 2019 EPA/Antonio Lacerda
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No Rio, em 2019 Reuters/PILAR OLIVARES
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No Rio, em 2019 Reuters/SERGIO MORAES
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Em São Paulo, em 2017 EPA/FERNANDO BIZERRA JR
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Em São Paulo, em 2017 EPA/FERNANDO BIZERRA JR
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Em São Paulo, em 2017 Reuters/NACHO DOCE
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Em São Paulo, em 2017 Reuters/PAULO WHITAKER

Os receios com os aumentos de casos da variante Ómicron, em Janeiro deste ano, levaram ao cancelamento dos grandes Carnavais em Fevereiro e, depois, a deslocar os desfiles das escolas de samba do Rio e São Paulo para Abril. Começam esta semana em redor do feriado nacional de dia 21, conhecido como Dia de Tiradentes, oficialmente Dia da Inconfidência. O Brasil não tem desfiles desde Fevereiro de 2020.

A decisão de fazer um Carnaval em Abril foi logo tomada em finais de Janeiro e com direito a concordância entre os prefeitos carioca e paulista, Eduardo Paes e Ricardo Nunes, respectivamente. Os autarcas fizeram o anúncio conjunto durante uma reunião virtual, justificando a decisão com as orientações das autoridades de saúde.

É assim que os sambódromos das duas cidades vão agora acolher um Carnaval outonal, sendo que, apesar de polémicas e conversações, não foram autorizados festejos de rua. Ainda assim, tanto no Rio como em São Paulo, milhares prometem festejar o Carnaval nas ruas, além de que não faltam festas e eventos privados (alguns autorizados, outros não).

Em São Paulo, a prefeitura informou que não participa nem autoriza festejos de rua. A CNN Brasil indica que a Prefeitura, após reuniões com organizações carnavalescas, não definiu medidas para o feriado, mas deixou a indicação de que não haverá repressão contra os blocos que decidirem sair às ruas. Oficialmente, mais de 300 blocos da cidade defendem que o Carnaval de rua se realize no segundo semestre do ano, entre Setembro e Novembro, noticia o canal.

Escola Beija-Flor Reuters/SERGIO MORAES
Mocidade Independente de Padre Miguel EPA/FABIO MOTTA
Académicos do Salgueiro EPA/FABIO MOTTA
Unidos da Tijuca EPA/FABIO MOTTA
Unidos da Tijuca EPA/ANTONIO LACERDA
Unidos da Tijuca EPA/ANTONIO LACERDA
Beija-Flor EPA/FABIO MOTTA
Beija-Flor EPA/ANTONIO LACERDA
Beija-Flor EPA/FABIO MOTTA
Beija-Flor EPA/FABIO MOTTA
Beija-Flor EPA/FABIO MOTTA
Beija-Flor EPA/FABIO MOTTA
Beija-Flor EPA/ANTONIO LACERDA
Beija-Flor EPA/FABIO MOTTA
Escola Beija-Flor Reuters/SERGIO MORAES
Escola Beija-Flor Reuters/SERGIO MORAES
Escola Beija-Flor Reuters/RICARDO MORAES
Escola Beija-Flor Reuters/RICARDO MORAES
Escola Beija-Flor Reuters/RICARDO MORAES
Escola Beija-Flor Reuters/SERGIO MORAES
Escola Mocidade Reuters/RICARDO MORAES
Escola Mocidade Reuters/SERGIO MORAES
Escola Mocidade Reuters/SERGIO MORAES
Escola Academicos do Salgueiro EPA/ANTONIO LACERDA
Escola Academicos do Salgueiro EPA/ANTONIO LACERDA
Escola Academicos do Salgueiro Reuters/RICARDO MORAES
Escola Unidos da Tijuca EPA/ANTONIO LACERDA
Escola Unidos da Tijuca Reuters/SERGIO MORAES
Escola São Clemente Reuters/RICARDO MORAES
Escola São Clemente Reuters/SERGIO MORAES
Escola Unidos de Vila Isabel EPA/FABIO MOTTA
Escola Unidos de Vila Isabel Reuters/RICARDO MORAES
Escola Mangueira Reuters/PILAR OLIVARES
Escola Mangueira EPA/MARCELO SAYAO
Escola Mangueira Reuters/RICARDO MORAES
Escola Mangueira EPA/FABIO MOTTA
Escola Viradouro Reuters/PILAR OLIVARES
Escola Viradouro Reuters/RICARDO MORAES
Escola Viradouro Reuters/RICARDO MORAES
Escola União da Ilha Reuters/RICARDO MORAES
Escola União da Ilha Reuters/PILAR OLIVARES
Escola União da Ilha Reuters/RICARDO MORAES
Escola Portela Reuters/PILAR OLIVARES
Escola Portela EPA/FABIO MOTTA
Escola Paraíso do Tuiuti Reuters/RICARDO MORAES
Escola Paraíso do Tuiuti Reuters/PILAR OLIVARES
Escola Grande Rio Reuters/RICARDO MORAES
Escola Grande Rio Reuters/PILAR OLIVARES
Escola Estácio de Sá Reuters/RICARDO MORAES
Escola Estácio de Sá Reuters/PILAR OLIVARES
Escola Mocidade Reuters/RICARDO MORAES
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Religião, racismo, violência policial e outros temas sociais marcam desfiles no sambódromo do Rio de Janeiro.

Mas, ainda assim, não é de admirar que haja celebrações pelas avenidas e há blocos de festa que prometem fazer frente às proibições. "Nossa festa vai tomar forma e vai acontecer nas ruas, esquinas, vielas e praças de nossa cidade como sempre aconteceu, vai florescer em celebração como sempre fez", lê-se num manifesto de entidades representativas de blocos de rua paulistas no início do mês, divulgado pela Agência Brasil.

No Rio de Janeiro, Eduardo Paes, por seu lado, defendeu a proibição dos festejos de rua mas, adianta a CNN Brasil, e descarta remarcá-los ainda para este ano, assim como, por outro lado, põe de lado a punição dos foliões: "Eu não vou sair correndo atrás de folião. O que a gente pede é a compreensão das pessoas, né? Só faltava botar a Guarda Municipal atrás de folião. Isso não vai acontecer”, assegura o autarca.

Ruas à parte, pelo programa oficial da Prefeitura do Rio, serão seis dias de desfiles no Sambódromo, com início esta quarta. O samba fica a cargo de escolas do escalão principal, a Série Ouro, que também desfilam na quinta. Mais desfiles de sexta a domingo (dia das crianças). No sábado, dia 30, será o desfile das escolas campeãs. Há também desfiles na Intendente Magalhães (a festa aqui vai até 1 de Maio) e música ao vivo no Terreirão em vários dias até 30, incluindo com figuras de culto como Alcione e Paulinho da Viola.

Em São Paulo, o sambódromo do Anhembi já aqueceu no sábado com desfiles do grupo de acesso e a festa continua de quinta a sábado. A 29 de Abril desfilam as campeãs.

Em tempos (ainda) de pandemia, embora tenham sido flexibilizadas algumas restrições (não é obrigatório o uso de máscara), é exigido o certificado de vacinas para entrada nos sambódromos.

Outras cidades do Brasil deverão também juntar-se à festa, com ou sem autorizações das prefeituras: entre as que têm eventos autorizados destaca-se outra gigante do Carnaval, Salvador da Baía.

No domingo, o ministro da Saúde do Brasil, Marcelo Queiroga, anunciou o fim do estado de emergência sanitária nacional por causa da covid-19, que estava em vigor desde Fevereiro de 2020, como resume a Globo. A decisão contraria as orientações em vigor da Organização Mundial de Saúde.

O Brasil, em números de dia 18 de Abril, contabiliza mais de 30,261 milhões de casos de covid-19 e 662.026 mortos. Depois de novos picos de casos e óbitos em Janeiro, os números tem estado em declínio desde Fevereiro, com quedas expressivas nas últimas semanas, indica o site oficial do Governo. Mais de 70% dos brasileiros têm o esquema vacinal completo e 39% receberam dose de reforço.

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