Teatro Variedades em Lisboa deve reabrir no primeiro trimestre de 2023

A Câmara Municipal de Lisboa já tem uma previsão para a reabertura do Teatro Variedades, no Parque Mayer, cuja reabilitação, que deveria estar terminada em 2016, levou câmara a multar o empreiteiro responsável há três anos.

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O Teatro Variedades está fechado desde os anos noventa Daniel Rocha

O Teatro Variedades, no Parque Mayer, em Lisboa, desactivado há cerca de três décadas, deve reabrir “no primeiro trimestre de 2023”, após conclusão da reabilitação do edifício e da empreitada de arquitectura cénica, revelou esta quarta-feira a Câmara Municipal de Lisboa (CML).

“A empreitada de reabilitação do edifício tem previsão de conclusão no 3.º trimestre de 2022. Para a conclusão da obra é necessário proceder ainda à empreitada de arquitectura cénica. O Teatro Variedades irá reabrir assim que estiverem reunidas todas as condições para o desenvolvimento de actividade, o que se prevê acontecer no primeiro trimestre de 2023”, indicou a CML, em resposta à agência Lusa.

Em Março de 2019, a câmara municipal decidiu aplicar uma multa, no valor de 728.500 euros, ao empreiteiro responsável pela requalificação do Teatro Variedades, assim como a resolução do contrato e a anulação do saldo da empreitada no montante de mais de três milhões de euros.

No seguimento dessa situação, as obras de requalificação do Teatro Variedades voltaram a ser adjudicadas, em 31 de Janeiro de 2020, à empresa Construções Gabriel A. S. Couto, SA., “pelo valor de 4,798 milhões de euros e prazo de 540 dias”, informou a autarquia.

“O projecto de requalificação do teatro é da autoria do atelier Aires Mateus e Associados - Espaço de Arquitectura”, adiantou a câmara municipal.

A proposta de requalificação do Teatro Variedades foi aprovada, por unanimidade, em Dezembro de 2015 pelo executivo camarário de Lisboa, na altura sob a presidência de Fernando Medina (PS), determinando a adjudicação da empreitada através de um concurso público no valor de mais de quatro milhões de euros.

Segundo essa proposta, assinada pelo então vereador do Urbanismo Manuel Salgado (PS), a “requalificação do Teatro Variedades está integrada na intervenção do recinto do Parque Mayer, sendo este um edifício classificado no conjunto de interesse público da Avenida da Liberdade” e, “face ao preço base do concurso, o procedimento deverá ser lançado com recurso a um concurso público”, sem especificar o teor da intervenção.

A obra, que deveria estar concluída no prazo de um ano, tinha o preço base de 4,1 milhões de euros e foi justificada pelo estado de degradação do edifício, “derivado do abandono” nos anos anteriores e “devido à fraca qualidade das sucessivas intervenções de que foi alvo”.

Ainda segundo a proposta, com a intervenção pretendia-se “a revitalização do edifício enquanto espaço de espectáculos”.

“O conceito subjacente a esta proposta de intervenção é o de reabilitar os espaços principais, completando-os com uma nova envolvente funcional, compreendida nos acessos, áreas técnicas e de apoio”, segundo a proposta de 2015.

Em Março de 2013, o então presidente da autarquia, António Costa (PS), já tinha anunciado obras de requalificação do teatro ainda para esse ano.

Na altura, o autarca socialista sublinhou a importância do teatro para a cidade, considerando-o uma das “manifestações culturais mais interessantes”, por fazer “as pessoas pensarem e participarem”.