Depois de ter estado dois anos suspensa, a Feira de Março regressa para a sua 586ª edição

Certame arranca, tal como manda a tradição, no dia 25 de Março. Durante um mês, o Parque de Feiras e Exposições de Aveiro deverá receber cerca de 600 mil visitantes.

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Vai haver fogo de artifício para apoiar as empresa de pirotecnia Adriano Miranda

Há dois anos a tradição interrompeu-se. Por conta da pandemia, e a poucos dias de abrir portas, a secular Feira de Março viria a ser cancelada. Regressa, agora, depois de dois anos de interregno, determinada a continuar a promover a alegria e a diversão. Nesta que é já a 586ª edição, estão prometidos cerca de 50 equipamentos de diversão e um total 11 concertos. Na área de exposição, participam 122 empresas, das mais variadas áreas – da medicina ao sector automóvel. A abertura acontece, como é hábito, a 25 de Março, no Parque de Feiras e Exposições de Aveiro.

Durante os 32 dias de feira são esperados 600 mil visitantes, segundo estimou Ribau Esteves, líder da autarquia aveirense, já depois de ter garantido que serão tomadas medidas de prevenção e controlo da Covid-19. À semelhança do que aconteceu na Agrovouga, outro dos certames organizados pela Câmara Municipal de Aveiro, será obrigatório usar máscaras nos espaços fechados e o recinto estará equipado com vários dispensadores de álcool gel.

O cartaz de concertos é variado, levando ao palco da tenda da música nomes como April Ivy (25 de Março), Plutónio (26 de Março), Áurea (2 de Abril) e David Carreira (23 de Abril). Previstas estão também as actuações da banda do filme “Variações” (1 de Abril), dos HMB (8 de Abril), Anjos (9 de Abril) Djodje (15 de Abril), Ana Malhoa (16 de Abril) e Julinho KSD (22 de Abril). O programa prevê, ainda, um arraial popular, na segunda-feira de Páscoa (18 de Abril), com Ganda Malucos, Kit Carlos, João Claro e Nel Monteiro.

Apoio aos feirantes e expositores

À semelhança do que vem sendo hábito, os dois pavilhões do recinto estão reservados para a mostra económica, juntando empresas das áreas da medicina, automóvel, cosmética, mobiliário, imobiliário, eventos, construção civil, fotografia, produtos ortopédicos, energias renováveis, climatização, decoração e automatismo, entre outras. Na zona exterior cabem, além da tenda de concertos e dos equipamentos de diversão, mais de 60 empresas das áreas de restauração, charcutaria, doçaria, farturas, loiças tradicionais, pronto-a-vestir, artesanato, entre outros.

Foi dada prioridade aos feirantes que tinham assegurado a sua presença na edição de 2020 – e que acabaram por ser confrontados com o cancelamento da mesma -, tendo a autarquia decidido, no âmbito do apoio ao relançamento das actividades económicas, aplicar um desconto de 50 por cento no valor a cobrar pela ocupação dos espaços. “Este é um certame que, por tradição, tem uma receita superior à despesa. Este ano não será assim”, referiu Ribau Esteves, depois de anunciar que, este ano, a autarquia irá “injectar” 250 mil euros do seu orçamento no evento.

Prometidos estão, também, vários momentos de fogo-de-artifício, justificados pela necessidade de prestar “apoio às empresas pirotécnicas nacionais, que estão a viver um momento difícil”, frisou o edil.

A feira irá estender-se ao longo de 48.000 metros quadrados – 10.000 em espaço interior e 38.000 ao ar livre – e contará com entrada será gratuita à excepção dos dias dos concertos. Nessas datas, as entradas custam entre dois e três euros – crianças até aos 10 anos, inclusive, não pagam bilhete.

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