“Existe hoje muita gente para quem o apocalipse climático já aconteceu”

Ao contrário daquilo a que o cinema nos habituou, a catástrofe climática é lenta e “serena”. A humanidade, obrigada a encarar o cenário da sua própria extinção, agarra-se à esperança de que a separação do lixo e duches mais curtos ainda a possam salvar. Enquanto isso, o capitalismo torna-se verde e prospera. Estará tudo isto para além do Bem e do Mal?

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António Guerreiro é cronista do Ípsilon Nuno Ferreira Santos

Crítico literário, editor da revista Electra, António Guerreiro é também colunista do PÚBLICO, onde escreve semanalmente no Ípsilon. Nessas crónicas, as questões do ambiente, da ecologia e do chamado “mundo rural” têm-se tornado mais presentes. São, reconhece, temas que lhe interessam cada vez mais. Foi por isso que, apesar de alguma surpresa inicial, aceitou o desafio lançado pelo P2 — a propósito do tema escolhido para o 32.º aniversário do PÚBLICO — para uma conversa sobre a crise climática e as várias linhas de pensamento que sobre ela têm surgido, num mundo no qual “a possibilidade de nos projectarmos no futuro já não existe”.

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