Sindicato dos inspectores do SEF garante “acolher da melhor forma” ucranianos

“A decisão do Governo de facilitar a entrada de refugiados só pode ter uma resposta do SEF: solidariedade, humanismo e generosidade”, sustenta dirigente sindical.

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Nuno Ferreira Santos

O sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras garantiu esta sexta-feira que os inspectores deste organismo “vão fazer de tudo” para “acolher da melhor forma” os ucranianos que possam chegar a Portugal.

A organização sindical precisa que os inspectores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) se vão mobilizar para “acolher da melhor forma os refugiados ucranianos que possam chegar a Portugal nas próximas horas e nos próximos dias”, reagindo assim a ao anúncio feito pelo primeiro-ministro, António Costa, de que Portugal irá facilitar a entrada a refugiados que tenham sido obrigados pela invasão da Rússia a sair do seu país.

“O sindicato da carreira de investigação do SEF reconhece a responsabilidade especial que tem nesta circunstância específica”, afirmou o presidente da organização sindical, Acácio Pereira, sublinhando que os inspectores vão fazer de “tudo o que está ao seu alcance para que as pessoas e famílias ucranianas que se dirijam a Portugal possam entrar no país e se sintam imediatamente bem acolhidas”.

O ataque militar da Rússia à Ucrânia é condenado pelos inspectores do SEF “em todas as suas dimensões” e, segundo o sindicato, coloca Portugal perante a responsabilidade de dar uma resposta imediata à altura da grave situação em que o povo ucraniano foi colocado. “A decisão, anunciada pelo Governo, de facilitar a entrada de refugiados no nosso país só pode ter uma resposta da parte do SEF: solidariedade, humanismo e generosidade”, sustenta Acácio Pereira.

O presidente do sindicato refere também que “vivem em Portugal quase 29 mil ucranianos, uma comunidade bem integrada e que valoriza o país”. Segundo o sindicato, estão registados 8700 ucranianos residentes em Lisboa, 1600 no Porto e 5600 em Faro.

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já provocaram pelo menos mais de 120 mortos, incluindo civis, e centenas de feridos, em território ucraniano, segundo Kiev. A ONU deu conta de cem mil deslocados no primeiro dia de combates